sábado, 8 de março de 2014

Putin se comporta como "coronel da KGB", diz senador dos EUA

Terra / EFE
07 de Março de 2014•21h24 • atualizado às 04h22

Para John McCain disse nesta sexta-feira que Putin se comporta como oficial da KGB e que russo não acredita em final da Guerra Fria

O senador republicano e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse nesta sexta-feira que para avançar na solução da crise com a Rússia é preciso entender primeiro seu presidente, Vladimir Putin, a quem caracterizou como "um coronel da KGB".

"Pode ser que o presidente (Barack Obama) acredite que a Guerra Fria terminou, mas Putin não. E é sobre isso que tudo se trata a Ucrânia e Sebastopol, a principal base de acesso da frota russa ao Mediterrâneo", apontou hoje o político em entrevista para a emissora "MSNBC".

Ao ser perguntado que medidas podem ser tomadas para terminar com a invasão da Crimeia e as tensões com a Rússia, o senador, membro do influente comitê de Relações Exteriores do Senado, insistiu que é fundamental entender o presidente russo.

"Temos que entender Vladimir Putin, quem ele é. E ainda está de volta à Guerra Fria, como coronel da KGB (os serviços secretos da União Soviética) que é", apontou.

Segundo McCain, em segundo lugar é preciso reconsiderar a ampliação da "lista Magnitsky", adotada pelos EUA em 2012 para punir funcionários russos envolvidos em violações dos direitos humanos, e "identificar os culpados de todos estes abusos", disse sobre o desdobramento russo em território ucraniano.

"Interromper suas viagens para Londres. Não deixar que enviem a seus filhos ali. Toda instituição financeira que fizer negócios com eles não fará negócios conosco", continuou a enumerar o senador. "Isso realmente doeria muito neles".

O republicano propôs "agilizar a entrada de Geórgia e Moldávia na Otan, países, disse, que também estão sendo ocupados pelos russos.

McCain disse estar convencido que a ambição de Putin "sempre foi recriar um império à imagem e semelhança do soviético".

"Em 1994, houve um tratado entre Rússia e Ucrânia para que a integridade territorial da Crimeia fosse respeitada como parte da Ucrânia. Este homem está violando-o porque tem a ambição que volte a ser parte da Rússia", acrescentou.

"Por isso o próximo tema sobre o qual temos que nos preocupar é a pressão que haverá sobre os Estados bálticos. Acho que será a segunda parte, pois se defendem nos direitos dos povos de fala russa", considerou o senador, que apontou que em nações como Romênia ou Polônia também há população russoparlante.
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