sábado, 8 de março de 2014

Produção da Petrobras cai em janeiro

Resenha EB / Valor Econômico / Marta Nogueira e Daniela Meibak
07 Mar 2014

A Petrobras reportou ontem uma nova queda na produção de petróleo de 2,4% em janeiro, frente dezembro, para 1,917 milhão de barris de óleo por dia. A queda, em parte já esperada por analistas, não se refletiu no resultado das ações, que subiram.

O resultado da produção foi influenciado, principalmente, pela interrupção da plataforma P-20, no campo de Marlim, que pegou fogo, e pela parada para manutenção do FPSO Brasil, no campo de Roncador - ambas na Bacia de Campos. A empresa também apontou como motivo a venda de parcela do Parque das Conchas, no bloco BC-10.

Apesar do resultado, as ações valorizaram. Os papéis ordinários (ON, sem direito a voto) fecharam o pregão com alta de 1,73%, a R$ 12,93, enquanto os preferenciais (PN, sem direito a voto) subiram 1,05%, a R$ 13,43.

Analistas atribuem a valorização da estatal a um movimento de ajustes dos papéis da empresa, que vêm apresentando queda importante desde o início do ano, chegando a registrar o pior nível desde 2005. "A magnitude da alta [das ações] registrada hoje [ontem] não pode ser justificada pela publicação da produção", disse Roberto Altenhofen, analista da Empiricus Research.

Os analistas que acompanham a empresa ponderam, no entanto, que a Petrobras também reportou informações positivas. Uma delas é o novo recorde na produção do pré-sal do último dia 27, com 412 mil barris de óleo/dia. Outro resultado bom foi a produção de óleo de Cascade e Chinook, no Golfo do México, que atingiu 40 mil barris por dia, com a entrada em produção de dois novos poços, que agregaram 28 mil barris/dia (b/d) à produção anterior de 12 mil b/d.

"O mercado está calejado em relação às metas de produção", destacou Altenhofen, reiterando que, nos anos passados, a produção ou caiu ou ficou estável.

Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch (BofA) disse que a queda na produção em janeiro veio em linha com suas expectativas e reforçou a confiança de que a meta da empresa para 2014 é viável. A meta é de crescimento de 7,5%, frente 2013, podendo variar um ponto percentual para cima ou para baixo.

A melhora, segundo o BofA, será guiada pela entrada de novos poços de Lula NE e Sapinhoá, além de novas plataformas. "Se apenas metade do incremento esperado na produção se refletir na média do ano, e assumindo uma taxa de declínio de 10% [dos poços maduros], a meta pode ser atingida", disse o BofA.

O Itaú BBA, por sua vez, afirmou em seu relatório que a magnitude do recuo foi maior que a esperada: "Ninguém esperava que a produção da empresa iniciasse o ano com crescimento, devido aos atrasos nas conexões de poços e inícios de produção, mas uma queda desse tamanho não era esperada também."

Na quarta-feira, o Itaú BBA preparou relatório, com base em números de produção da Petrobras informados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que apontavam queda de 1,7% na produção de janeiro - menor que o recuo apresentado pela empresa, já que os métodos utilizados são diferentes.

Para o Itaú, embora seja "muito cedo" para revisar para baixo a curva de produção esperada pelo banco, que prevê uma expansão de 6% em 2014, o número fraco certamente contribui para a incerteza em torno da meta.
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