quinta-feira, 6 de março de 2014

Manifestantes pró-russos retomam Parlamento da região de Donetsk

Yahoo Brasil / EFE
06 de março de 2014

Sebastopol (Ucrânia), 6 mar (EFE).- Manifestantes pró-russos retomaram o controle do edifício da delegação do governo central e da assembleia regional na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia, local de origem do presidente deposto Viktor Yanukovich.

Poucas horas depois de terem sido retirados com o pretexto de um aviso de bomba, cerca de 2 mil manifestantes invadiram ontem à noite o edifício governamental ao grito de "Rússia" e "Berkut", o nome da tropa de choque da polícia que reprimiu o movimento do Maidan e foi desarticulada por Kiev.

Segundo a imprensa local, a polícia que isolava o edifício não ofereceu resistência aos manifestantes, que convocam os pró-russos a desobedecerem às decisões das novas autoridades de Kiev, das quais não reconhecem como legítimas.

As forças do Ministério do Interior leais a Kiev conseguiram substituir, por apenas algumas horas, a bandeira tricolor russa, que foi hasteada no sábado passado no alto do edifício, pela ucraniana.

Após a desocupação do edifício, milhares de pessoas se reuniram em uma praça nas cercanias do mesmo em um comício convocado pela defesa da integridade territorial do país devido aos crescentes ânimos separatistas nas regiões orientais da Ucrânia.

Logo após o evento, ocorreram confrontos entre manifestantes pró-russos e pró-Kiev, nos quais sete pessoas ficaram feridas, segundo fontes oficiais.

Como já é tradição em Donetsk, a torcida organizada do time de futebol local, o Shakhtar, tentou fazer a mediação entre os dois grupos para evitar choques maiores, mas as forças pró-russas atacaram os partidários do governo central.

Os manifestantes pró-russos protestam contra a nomeação, no domingo passado, do novo governador de Donetsk, Sergei Tarut, e apoiam como chefe da região, que abriga a bacia carbonífera ucraniana, o autoproclamado Pavel Gubarev.

Donetsk e outras cidades com maioria étnica russa no leste e Sul da Ucrânia foram cenário de grandes manifestações tanto contra a intervenção russa na Crimeia, como contra as novas autoridades do país.

Além disso, o governo da Crimeia, que não reconhece como legítimas às autoridades de Kiev, anunciou ontem a criação de um Ministério do Interior e de uma Promotoria em um novo passo para a criação de uma república independente na península.

Logo depois, a Justiça ucraniana ordenou a prisão do primeiro-ministro e do chefe do Parlamento da Crimeia por ações contra a ordem estabelecida, em virtude do artigo 109 do código penal. EFE
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