sábado, 8 de março de 2014

Jornal, o veículo mais confiável para brasileiros

Resenha EB / O Globo / CATARINA ALENCASTRO
08 Mar 2014

Digital & Mídia

Pesquisa feita pelo Ibope para o governo mostra que TV é o meio preferido, mas que web consome mais tempo

BRASÍLIA- O brasileiro com acesso à internet passa mais tempo na web todos os dias do que em qualquer outro meio de comunicação. Em média, são 3h39m diárias. Apesar disso, a TV é o meio preferido da maior parcela da população, e os jornais impressos são os mais confiáveis como fonte de informação. Já blogs, redes sociais e notícias publicadas na web contam com a menor taxa de confiança da população. É o que revela uma pesquisa inédita feita pelo Ibope a pedido da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Entre os entrevistados, 53% dizem confiar sempre ou muitas vezes no que leem nos jornais impressos; 50% confiam nas notícias que ouvem no rádio; 49% confiam nas notícias televisivas; 40% nas publicadas em revistas; 28% nas que saem nos sites; 24% nas divulgadas pelas redes sociais e 22% confiam nos blogs.

Nada menos que 97% dos entrevistados disseram ver TV, sendo que 65% afirmaram que assistem televisão diariamente. Segundo o estudo, o brasileiro fica, em média, 3h29m por dia diante do aparelho. E a TV também é a mídia preferida da população, escolhida por 76,4%.

A segunda colocada na preferência nacional é a internet, com 13%, seguida do rádio, 8%, ouvido em média durante 3h07m diárias. Mas dos entrevistados, 61% têm o costume de ouvir rádio contra 47% que têm o hábito de acessar a internet. Porém, quando se mede o consumo diário, as posições se invertem: 26% acessam todos os dias a web enquanto 21% disseram ouvir o rádio.

Os jornais, mídia preferida por 1,5% dos entrevistados, são consumidos por 25% dos participantes da pesquisa, sendo que 6% leem todos os dias algum periódico. De acordo com a pesquisa, o tempo dedicado à leitura diária de jornal é de 1h05m. Revistas são a mídia menos presente na vida dos entrevistados: 15% afirmaram ler alguma revista, mas apenas 1% o fazem diariamente. Os entrevistados dizem dedicar 1h06m do dia para revsitas, e 0,3% indicaram o meio como preferido.

RIO LIDERA NA LEITURA DE JORNAIS

As redes sociais são os sites mais acessados. Nos fins de semana, 71% clicam nelas. O Facebook é o site mais citado pelos entrevistados, seguido por Globo.com e G1. Curiosamente, o Facebook também é o campeão de acessos entre os que querem se informar. Trinta e dois por cento dos entrevistados recorrem às redes sociais para essa finalidade, apesar de que apenas 24% disseram confiar nas notícias veiculadas pelas redes sociais.

Entre os programas televisivos mais citados espontaneamente, o "Jornal Nacional" é o campeão, lembrado por 35% dos entrevistados. A novela "Amor à Vida", que ocupava o horário das 21h na época da pesquisa, ficou em segundo lugar e o "Jornal da Record", em terceiro.

Nos fins de semana, programas de auditório são os preferidos. As rádios mais citadas foram a O Dia FM; Beat 98 FM e Band FM. Os jornais mais lembrados, durante os dias da semana, são o "Extra", em primeiro, o "Super Notícia", o "Meia Hora" e O GLOBO. "Folha De S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo" ficaram em 10º e 19º respectivamente.

O Rio de Janeiro é o estado onde as pessoas mais leem jornais diariamente, com 16%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 12%. As revistas mais citadas são "Veja", "Caras", "Época" e "Istoé".

O levantamento foi realizado entre os dias 12 de outubro e 6 de novembro do ano passado com 18.312 entrevistados maiores de 16 anos em 848 cidades nos 26 estados e Distrito Federal. Cidades com menos de 20 mil habitantes ficaram de fora do estudo.

A publicação, cuja primeira edição é divulgada em ano eleitoral, será reeditada anualmente e servirá como referência para as ações de comunicação do governo. É com base nela, que serão direcionadas campanhas de combate à violência no trânsito e de incentivo ao uso da camisinha, por exemplo.

RENDA INFLUENCIA NO ACESSO À INTERNET

Embora a maioria da população (53%) ainda não tenha acesso à rede mundial de computadores, ela tem grande adesão dos jovens: 77% dos entrevistados com menos de 25 anos têm contato com a rede, contra apenas 3% dos maiores de 65. Outro dado é que quanto maior a escolaridade e a renda do brasileiro, maior o acesso à web. Entre as famílias com renda superior a cinco salários mínimos, 78% têm internet em casa, enquanto que entre as com renda de até um salário mínimo somente 16% têm o serviço disponível em suas residências.

Quem tem diploma universitário também tem grande probabilidade de contar com internet em casa: 84% têm. Já entre os que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, só 20% têm. As regiões metropolitanas e de maior renda per capita também têm mais usuários de internet. O DF é o campeão, com 63% de internautas, seguido do estado de São Paulo (62%). "Percebe-se uma estreita correlação entre renda e acesso à web", constata a publicação, intitulada "Pesquisa Brasileira de Mídia 2014: Hábitos de Consumo de Mídia Pela População Brasileira".

Ao comentar a Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 - Hábitos de Consumo de Mídia Pela População Brasileira, o ministro de Comunicação Social, Thomas Traumann, disse que embora o levantamento não traga nenhuma informação surpreendente, mostra que o retrato dos hábitos de informação dos brasileiros é complexo. Segundo ele, ao mesmo tempo que a internet é usada por um número muito maior de pessoas, ela conta com baixo grau de confiança dos usuários, enquanto que o jornal impresso conta com menos leitores, mas mantém sua credibilidade histórica.

— Quase metade dos brasileiros usa a internet como meio cotidiano de informação. Ao mesmo tempo, você tem outro dado em relação à confiabilidade, que é exatamente o oposto. Ou seja: quando você coloca qual é a informação mais confiável, os jornais sobem e a internet cai, o que mostra que toda a história e a credibilidade do meio impresso continua sendo um referencial para as pessoas. A internet é muito mais acessada, porém o grau de confiabilidade dela ainda é muito mais baixo comparado ao número de pessoas que a utilizam — ponderou Traumann ontem, ao divulgar o levantamento.

O ministro afirmou que o estudo revela que a internet é um espaço privilegiado onde as ações do governo devem estar e que o governo focará suas políticas nesse meio. O chefe da Assessoria de Pesquisa de Opinião Pública e Planejamento do Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Vladimir Gramacho, disse que a pesquisa custou R$ 2,4 milhões e que a decisão de realizá-la foi tomada em agosto de 2012 para suprir o governo de dados confiáveis para otimizar o processo de comunicação e prestação de contas à população.
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