sábado, 8 de março de 2014

Importação de combustível leva balança comercial a déficit recorde

Resenha EB / Estadão.com.br / Renata Veríssimo
07 Mar 2014

Saldo comercial. Déficit de fevereiro foi de US$ 2,12 bilhões e no primeiro bimestre atingiu US$ 6,2 bilhões, também recorde para o período; resultado se deve a importações de US$ 18,06 bilhões, puxadas pela compra de petróleo, e exportações de US$ 15,9 bilhões

O forte aumento das importações levou a balança comercial brasileira ao maior déficit para o mês de fevereiro,de US$ 2,12 bilhões. O saldo negativo no primeiro bimestre de 2014 atingiu US$ 6,2 bilhões, também um recorde para o período.

As importações foram recordes para fevereiro e totalizaram US$18,06 bilhões,um aumento de 7,3% em relação ao segundo mês de 2013. As exportações somaram US$ 15,9 bilhões,com alta de 2,5%. Parte desse crescimento se explica pelo fato de fevereiro de 2014 ter dois dias úteis mais que em 2013. No primeiro bimestre, as vendas externas somam US$ 31,96 bilhões, alta de 1,4%, e as importações, US$ 38,14 bilhões, 3,6% mais.

Surpresa

Apesar do resultado ruim, os dados de fevereiro surpreenderam o mercado, que previa um déficit entre US$ 2,8 bilhões e US$ 4,16 bilhões. Os analistas não esperávamos superávit de US$ 562 milhões na última semana do mês.

A surpresa pode ser atribuída às exportações de minério e, principalmente, de soja na quarta semana do mês, segundo Bruno Lavieri, da Tendências Consultoria. Bruno disse que pode ter ocorrido uma antecipação do escoamento da safra de soja para o exterior.Masque este fato não muda a tendência do ano. "É uma semana, só", disse. Lavieiri classificou de "ruim" o desempenho da balança em fevereiro, mesmo que tenha sido melhor do que o projetado pelos analistas. "Mostra uma piora considerável com relação aos últimos dez anos."

Apesar da alta do dólar em relação ao real (mais de 15% no ano passado), as exportações não reagiram e as importações continuam crescendo.

Petróleo

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho, disse que o resultado negativo de fevereiro foi puxado pelo aumento das importações de petróleo."As importações fizerama diferença em fevereiro. É um dos fatores que puxam o déficit do mês."

Ele não soube explicar o motivo do aumento. "Não há nada que justifique o forte de crescimento das importações em fevereiro isoladamente. Prefiro trabalhar com o bimestre."

A expectativa do ministério é de aumento das exportações. Segundo ele, o déficit da conta petróleo no primeiro bimestre de 2014 foi de US$ 3,6 bilhões, em comparação a US$ 4,6 bilhões no mesmo período de 2013. "Percebe-se uma melhora na conta-petróleo, puxada pelo forte aumento das exportações", afirmou. As exportações de petróleo subiram de US$ 2,6 bilhões para US$ 3,5 bilhões no período. As importações, por outro lado, caíram de US$ 7,3 bilhões para US$ 7,1 bilhões.

Apesar da ponderação do secretário, as importações continuam em ritmo forte. Isso porque os dados do primeiro bimestre de 2013 foram inflados em US$2,46 bilhões como registro atrasado de operações de 2012 da Petrobrás. Sem esses valores, na verdade, há um aumento das importações no período.

Copa

Godinho disse que o aumento de 14,1% das importações de bens de consumo duráveis no bimestre se deve à compra de eletroeletrônicos, como televisões, e peças para montagem dos equipamentos no Brasil. Ele avaliou que esse movimento permanecerá até maio ou junho,quando será realizada a Copa. As importações de automóveis subiram 1,1%, enquanto as exportações caíram 31,4%. As aquisições de bens de capital e matérias-primas tiveram queda de 2,7% e 0,7%, respectivamente. Godinho disse que a queda não pode ser interpretada como desaceleração dos investimentos. "Dois dias úteis a mais nesse ano prejudica a avaliação. Ao longo do ano, vamos ver estes números colando."/ COLABOROU GABRIELA LARA
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