quinta-feira, 6 de março de 2014

Europa oferece US$ 15 bi para a Ucrânia

Resenha EB / Folha de São Paulo / RAQUEL LANDIM
06 Mar 2014

Pacote, porém, não é suficiente para sanar finanças do país, pois boa parte do dinheiro não sairá a curto prazo
FMI e EUA também ofereceram US$ 1 bi a Kiev, que terá de adotar medidas impopulares para honrar empréstimo

A Comissão Europeia propôs ontem um auxílio financeiro de US$ 15,35 bilhões (R$ 35,66 bilhões) para salvar a economia e manter a estabilidade política da Ucrânia.

O pacote, que precisa ser aprovado hoje em reunião extraordinária dos países europeus, não é suficiente, porém, para resolver a situação.

A questão é que a maior fatia do pacote europeu, cerca de US$ 11 bilhões, corresponde a empréstimos de longo prazo dos bancos de desenvolvimento. Esses fundos dependem da escolha de obras de infraestrutura pelo novo governo, o que vai demorar.

Apenas US$ 2,21 bilhões virão de programas de assistência financeira, que podem sair mais rapidamente. O restante são subsídios a serem liberados até 2020.

Segundo funcionários europeus ouvidos pelo jornal "Financial Times", a Ucrânia tem US$ 4 bilhões em despesas de curto prazo, incluindo US$ 1,7 bilhão em dívidas pelo gás russo. Esse dinheiro poderia vir de UE, EUA e de fundos emergenciais do FMI.

Os ucranianos negociam ainda um aporte com o FMI (Fundo Monetário Internacional), e os EUA também ofereceram US$ 1 bilhão.

A Ucrânia está quase quebrada e enfrenta forte turbulência após a deposição do presidente Viktor Yanukovich. Ele havia negociado, em dezembro, pacote de iguais US$ 15 bi com a Rússia.

Com a saída de Yanukovich, a estatal russa Gazprom cortou o desconto de 30% no preço do gás que concedeu a Kiev, o que aumenta a pressão sobre a economia.

"A comunidade internacional deve se mobilizar para ajudar a Ucrânia a estabilizar sua situação financeira", disse José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, em comunicado.

Para pagar suas contas nos próximos dois anos, o país precisaria de US$ 35 bilhões, ainda pelos cálculos do governo deposto.

"A maior parte desse dinheiro tem de vir do FMI. Os números podem estar exagerados, mas são pelo menos US$ 20 bilhões", disse Anders Aslund, do Peterson Institute, em Washington.

Uma missão do FMI está em Kiev para calcular o rombo do país, cujas reservas internacionais estão em US$ 16 bilhões. Os analistas acreditam que um pacote de auxílio será concluído em abril.

É provável que o fundo exija do governo ucraniano medidas impopulares, como reajuste do preço da energia, que é fortemente subsidiada.

"O FMI chegará a um pacote por pressão de EUA e da UE. Difícil vai ser a Ucrânia cumprir as condições e liberar dinheiro ao longo dos meses", afirmou à Folha Desmond Lachman, ex-vice-diretor do FMI.

Em 2010, o país conseguiu US$ 15 bilhões com o FMI, mas descumpriu regras.
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