sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Rússia anuncia exercício militar perto da fronteira com a Ucrânia

Resenha EB / Folha de São Paulo / DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
27 Fev 2014

Em ato visto como intimidação de Putin, cerca de 150 mil homens farão operações na região

Ação é para testar reação russa a uma 'situação de crise', diz ministro; região pró-Rússia tem confrontos nas ruas

A Rússia anunciou ontem que fará exercícios militares no oeste do país, perto da fronteira com a Ucrânia, na primeira reação do presidente Vladimir Putin contra a perda da influência russa sobre o país vizinho.

Putin era o aliado mais poderoso do ex-presidente Viktor Yanukovich, destituído no sábado. Ele está foragido e é acusado de ordenar a ação policial para reprimir opositores que terminou com 82 mortos, na semana passada.

Cerca de 150 mil soldados russos participarão do exercício --quase 20% do contingente das Forças Armadas do país na ativa--, além de centenas de tanques, aviões de guerra e navios. O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse que a ação servirá para testar a capacidade de resposta "a uma situação de crise".

Embora o ministro não tenha feito nenhuma referência à Ucrânia, analistas consideram os exercícios um sinal de intimidação contra o novo governo ucraniano, que tem o apoio dos EUA e da União Europeia, mas foi rejeitado pela Rússia.

Na segunda, o premiê russo, Dmitri Medvedev, acusou o governo interino de querer fomentar a discriminação e a divisão do país entre o oeste, aliado ao Ocidente, e o leste e o sul, de origem russa.

Para o chanceler Sergei Lavrov, a Ucrânia não pode ser pressionada a escolher entre o Ocidente e a Rússia. Tanto Moscou como o Ocidente temem que a crise política termine com a divisão do país.

O risco de separação também é temido pelo presidente interino ucraniano, Oleksander Turchinov.

CRIMEIA

Com a deposição de Yanukovich, os protestos pararam no oeste e passaram para o leste e o sul do país. O principal foco de tensão é a região autônoma da Crimeia, em que quase 60% da população é de origem russa.

Ontem, o Parlamento local deveria ter decidido sobre a aceitação ao governo interino. A sessão, porém, foi interrompida por choques entre manifestantes da maioria russa e muçulmanos tártaros, que correspondem a 10% da Crimeia e apoiam Kiev.

Um manifestante russo morreu após um infarto, apesar de não ter tido nenhuma marca de agressão. Outras 20 pessoas ficaram feridas na briga na capital da Crimeia, Simferopol. A região, que foi entregue à Ucrânia em 1954 pelos soviéticos, abriga a maior base naval russa no mar Negro, em Sebastopol. Na cidade, grupos pró-Rússia se organizam em milícias para lutar contra possível ofensiva do governo interino.

A autorização à base russa deverá ser revista pelas novas autoridades. Renovada em 2010 após pressão de Putin, a permissão vale até 2042.

O governo interino definiu ontem a nomeação de Arseni Yatseniuk como primeiro-minsitro. Aliado da ex-premiê Yulia Timoshenko, ele era um dos principais opositores a Yanukovich.
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