segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

RJ: após tiroteio na Rocinha, Beltrame diz que Estado não vai recuar

Terra
16 de Fevereiro de 2014•18h32

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou neste domingo que o Estado “não vai recuar” na pacificação de comunidades dominadas pelo tráfico. Um novo tiroteio na Rocinha, maior favela do País, na manhã de hoje, deixou dois comandantes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) feridos.

“O secretário reitera à sociedade em geral - e aos moradores da Rocinha, em particular - que o Estado não vai recuar diante da tentativa de grupos criminosos voltarem aos locais que dominaram durante décadas”, diz nota divulgada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio (Seseg). “O programa de retomada de territórios das Unidades de Polícia Pacificadora beneficia mais de 1,5 milhão de pessoas e vai prosseguir sem qualquer chance de recuo.”

Beltrame também esclareceu que “está em permanente contato com os comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar para alinhar estratégias de ação” com relação ao tiroteio da Rocinha.

O comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, coronel Frederico Caldas, ficou ferido no tiroteio. De acordo com a PM, ele se feriu no braço e na cabeça na tentativa de se abrigar na troca de tiros com traficantes na rua 1 da comunidade, por volta de 11h. Ele estava acompanhado da comandante da UPP Rocinha, major Pricilla Azevedo, que também se feriu durante a operação. Ela teve um corte no pulso, mas não precisou ser levada para o hospital.

A madrugada e a manhã deste domingo na Rocinha foram de extrema tensão. Por volta de 3h30, entre as ruas 1 e 2, uma briga num bar da comunidade deixou duas pessoas feridas. Na tentativa de atendimento médico dos dois homens, traficantes teriam, de acordo com a PM, feito um cerco na chamada “curva do S”, para que ambos fossem atendidos na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Eles, posteriormente, foram transferidos para o Hospital Municipal Miguel Couto.

Para fugir do local, os traficantes que ainda atuam na comunidade e criam resistência para a implantação definitiva da política de Segurança Pública do Estado, atacaram as sedes da UPP local na rua 2, e no Largo do Boiadeiro, e ordenaram que moradores colocassem fogo em lixo e pneus na entrada do túnel Zuzu Angel, que ficou fechado ao tráfego pela Prefeitura por cerca de três horas. Os criminosos atiraram ainda em transformadores, deixando parte da comunidade sem energia elétrica.

Foram deslocados cerca de 150 homens de outras UPPs para reforçar o patrulhamento nesta manhã. O Bope também foi acionado. Um homem portando uma pistola foi preso e encaminhado para 11ª DP (Rocinha).
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