domingo, 9 de fevereiro de 2014

Partidos e ONGs enviam alunos de Medicina para Cuba

Resenha EB / O Globo / Catarina Alencastro
09 Fev 2014

Governo da ilha concede bolsas a estudantes indicados por PT, PCdoB, Movimento dos Sem Terra e Educafro

Todos os anos, o governo cubano concede bolsas de estudo a brasileiros que querem cursar Medicina na ilha. A escolha dos alunos é feita com base em indicações de partidos como PT e PCdoB e movimentos sociais. Os eleitos ingressam na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), criada por Fidel Castro em 1998 para formar jovens da região.

Organizações como Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Campesinas (MMC) e Educafro são algumas das que indicam candidatos a bolsas em Cuba. A indicação é feita diretamente à embaixada cubana no Brasil, que aplica uma prova de conhecimentos gerais, analisa o currículo do candidato e o entrevista.

Uma vez aceito, o beneficiário estuda de graça na ELAM e conta com moradia, material didático e cinco refeições diárias no campus. Antes de iniciarem o curso propriamente dito, os alunos fazem o pré-médico, espécie de cursinho preparatório que dura de seis meses a um ano (dependendo do desempenho do estudante). Recebem aulas de biologia, espanhol e cultura cubana. Aprovados nestas disciplinas, iniciam a formação em Medicina.

A sergipana Maria de Fátima Mendonça é uma das bolsistas que se formam no meio deste ano. Ela diz que está realizando um sonho que não pôde concretizar no Brasil, devido à enorme concorrência por uma vaga em Medicina nas universidades públicas e pelos altos preços das faculdades particulares. Fátima e outras 12 brasileiras de sua turma conseguiram ingressar na faculdade por meio de indicação do MMC.

— No Brasil, as vagas em instituição pública são limitadas e os custos de um curso privado, altíssimos. Aqui, temos uma formação diferente, aprendemos uma Medicina humanitária e solidária. E não pagamos absolutamente nada — diz a estudante. Sua colega Niedja Azevedo, que conquistou a bolsa por indicação da Educafro, argumenta que o Brasil tem muito a ganhar com os profissionais formados em Cuba, já que o foco do ensino médico na ilha é na atenção primária e na prevenção.

— No Brasil, os alunos já entram na faculdade querendo virar cirurgiões — compara. A embaixada cubana no Brasil não informou os critérios que estabelece para determinar quais partidos terão direito de indicar candidatos a bolsas. Na primeira turma da ELAM, em 1999, o governo de Fidel Castro deu três bolsas a indicados do PSDB e uma ao então PFL, hoje DEM. Na época, o presidente da República era o tucano Fernando Henrique Cardoso. Nos últimos 50 anos, Cuba formou cem mil médicos, entre cubanos e cidadãos de outros 80 países. No momento, não há bolsas, "por razões econômicas".
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