sábado, 22 de fevereiro de 2014

O bolivarianismo no Itamaraty

Resenha EB / Correio Braziliense / Ari Cunha
22 Fev 2014

Visto, lido e ouvido

O prolongamento da política interna para as relações internacionais, via Itamaraty, a partir 2003, à primeira vista pareceu o caminho natural das coisas. Acontece que, do desdobramento dessa fórmula depois de mais de uma década de experimentações, o que se atesta é diferente. Se ainda é uma incógnita quanto aos resultados práticos para o país, ela continua seguindo à risca as diretrizes formuladas pelo foro de São Paulo, de 1990. Naquela ocasião, os partidos de esquerda, incluindo o PT, o Partido Comunista Cubano e outros movimentos e organizações de esquerda, traçaram uma linha de ação conjunta com vistas ao fortalecimento do eixo Sul-Sul, incluindo África, América do Sul e os países que formam o Caribe. O fortalecimento da doutrina terceiro-mundista visava, sobretudo, ao combate ao neoliberalismo e à hegemonia norte-americana no mundo, de acordo com os ditames da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). Como resultado puramente material dessa linha, foram criadas meia centena de embaixadas e outras tantas representações mundo afora, equipadas com quase 2 mil novos cargos, na tentativa de reviver política expansionista nos moldes neossocialistas pós-Muro de Berlim. Com orçamento de R$ 2,247 bilhões, o Itamaraty experimenta hoje um período que, na sua história, ficará como entre aspas, sinalizando uma época em que esse importante ministério foi submetido às exigências de linha política muito mais panfletária do que realista e em que as orientações para sua performance eram formuladas não por um corpo diplomático experimentado, mas por um ideólogo, que, entre outras afirmações, dizia que: "O fato de ser política de Estado não exime a política externa de mudanças, motivadas não só pela alternância política, própria às democracias, como pelas transformações internacionais". O interessante na questão é observar que os países com mais tradição em questões internacionais do que o Brasil empreendem política externa pragmática que reflete os reais interesses da nação, não as retóricas volúveis de um governo momentâneo.

Mais e mais

» Sem discutir o mérito da questão (por enquanto), o Brasil passa por fase delicada. O Estado não oferece a segurança necessária à população, que seguidamente é aviltada em seus direitos constitucionais, obrigada a suportar assaltos violentos enquanto os transgressores riem com a certeza da impunidade. O resultado é a justiça com as próprias mãos. Se o Estado é pago para dar segurança e não o faz, fazem as vítimas.
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