sábado, 8 de fevereiro de 2014

Mensaleiro foi levado para ‘prisão de ouro’

Clipping MP / O Globo
- 07/02/2014

Logo após ser preso em Maranello, o mensaleiro Henrique Pizzolato foi levado para uma penitenciária chamada Casa Circondariale di Modena, conhecida na Itália como “prisão de ouro”, por conta dos altos custos envolvidos em sua construção, na década de 1980.

Foi nessa cadeia superlotada (abriga quase 600 presos, quando foi construída inicialmente para receber 221) que Pizzolato passou sua primeira noite, preso ao lado de outros dois detentos.

Para tentar minimizar os efeitos da superlotação e se enquadrar nas normas europeias, um novo pavilhão foi inaugurado há um ano. Recebeu 200 pessoas. Alguns presos de outras partes da Itália chegaram a pedir transferência para Modena, na esperança de cumprir pena em melhores condições. Ainda assim, a penitenciária ainda enfrenta o problema de ter mais detentos do que vagas disponíveis.

Brasileiro, Pizzolato vai fazer parte de um grupo que é maioria na prisão: o de estrangeiros, que correspondem a quase 70% dos detentos. Pizzolato, porém, também tem cidadania italiana. Na penitenciária, já foram relatados problemas de convivência entre os presos não pertencentes à União Europeia e italianos.

A Casa Circondariale di Modena foi inaugurada em 1991, sendo uma dos últimas da era “prisão de ouro”, como ficaram conhecidos alguns presídios construídos na década de 1980, com valores exorbitantes. As celas foram concebidas para um único detento, mas agora abrigam, em média, quatro. Há quase 200 detentos dependentes químicos.

Aproximadamente 150 guardas se revezam para vigiar os presos, distribuídos em três seções — uma feminina e duas masculinas. Cada uma delas conta com um salão de convívio em que há mesa de pingue-pongue, totó e jogos de cartas. Mas, como esses espaços são muito pequenos para tantos detentos, alguns optam por permanecer nas celas até mesmo nas horas programadas para a socialização. Há também um campo de futebol para a diversão dos presos.

A equipe que atende os presidiários conta com seis médicos (de modo que sempre tenha um durante o dia), dez enfermeiros, um psicólogo e um psiquiatra.

Os presos que trabalham na cadeia em Modena são minoria e se dedicam principalmente a tarefas domésticas do local, como limpeza e manutenção dos prédios. Uns poucos detentos conseguem ser selecionados para cursos de qualificação e aprendem a exercer as profissões de soldador e eletricista. Na área da educação, existem cursos de alfabetização. Seguindo a tendência da prisão, a maioria dos alunos é de estrangeiros.
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