segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Lula faz planos para disputar eleição presidencial daqui a quatro anos

Resenha EB / Valor Econômico / Bruno Peres e Andrea Jubé
03 Fev 2014

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alimenta o projeto de voltar ao poder em 2018. Um petista influente, amigo de longa data do ex-presidente, afirma que Lula não descarta se candidatar novamente à Presidência da República daqui a quatro anos. O projeto atual, entretanto, ao qual ele se dedica integralmente, é reeleger a presidente Dilma Rousseff em outubro.

"Ele quer continuar fazendo bem ao povo brasileiro", explica a fonte, que acompanha Lula há mais de 30 anos, desde que o então metalúrgico comandava greves no ABC paulista. Segundo este interlocutor, o ex-presidente avalia que, na hipótese de reeleição de Dilma, os 16 anos do PT no poder não esgotariam o "projeto de transformação do país", e o partido ainda teria fôlego para prosseguir.

Em 2018, Lula estará com 73 anos. Ele próprio já confidenciou a um grupo de aliados que planeja o seu retorno daqui a quatro anos. No dia 29 de outubro do ano passado, durante uma visita ao Senado, o ex-presidente afirmou, em tom de galhofa, que havia começado a fazer duas horas de exercícios físicos todos os dias para entrar em forma. Ele completou, segundo relatos, que se "encherem muito o saco", voltaria em 2018. A confidência se deu em um almoço na liderança do PTB, com o bloco de senadores petebistas e do PR.

Lula cogita se candidatar daqui a quatro anos para, se necessário, enfrentar o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos. Parece um projeto distante, considerando a eleição deste ano que é prioritária. No entanto, Lula calcula que Campos não vence Dilma neste ano, mas voltaria competitivo, com recall das urnas, em 2018.

Lula e a cúpula petista interpretaram como uma "traição" o voo solo do pessebista neste ano. Lula prometera a Campos que o apoiaria na disputa presidencial de 2018. Contudo, o pernambucano antecipou a candidatura, e ainda se uniu a outra ex-ministra da gestão Lula, Marina Silva (Rede), para enfrentar Dilma. "Inegavelmente, essa união fragiliza o bloco governista", admite o petista, reproduzindo o raciocínio de Lula.

Nem Lula nem a cúpula petista avaliam que a eventual continuidade de um partido no poder por duas décadas implique uma espécie de "dominação" ou "ditadura". O argumento é de que a eventual reeleição de Dilma e possível retorno de Lula ocorreriam por meio das urnas, com o aval da "maioria do povo".
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