quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Juros de crédito pessoal e cartão disparam na Argentina

Clipping MP / O Globo
- 06/02/2014

- Às voltas com inflação elevada e desabastecimento de produtos nos supermercados, os argentinos enfrentam agora mais um impacto no bolso. Em menos de uma semana, as taxas de juros do crédito pessoal e dos cartões de crédito já subiram entre três e 18 pontos percentuais, ultrapassando os 80% ao ano. Há dez dias, a taxa média era de 68%. O custo médio do cartão de crédito também subiu e alcança os 81% por ano.

Os percentuais variam conforme a instituição. Para um empréstimo de 10 mil pesos por 12 meses, por exemplo, a taxa chega aos 84,2% no Santander, aos 83,2% no Banco Francés, 86% no ICBC, 85% no HSBC, 83,2% no Citibank e 88,9% no Banco Galicia.

As instituições justificam os percentuais, alegando que, desde meados de janeiro, o banco central (BC) elevou a taxa Badlar — que o mercado utiliza como referência em suas operações — em dez pontos percentuais. Na terça-feira, a autoridade monetária elevou as taxas de 25,5% para 28,8%.

Com essa nova correção, muitos bancos suspenderam a concessão de novos financiamentos e reduziram os prazos. O problema, porém, não se resume apenas às instituições financeiras. Também no varejo, muitas redes de eletrodomésticos continuam divididas sobre como calcular os juros das novas prestações.

Teto para combustíveis

Empresários também alegam que, para continuar com financiamentos a taxa fixa, é preciso cobrar um “adicional”, que sirva como “garantia de cobertura” no atual cenário de incertezas econômicas e inflação elevada.

O ministro da Economia, Axel Kicillof, anunciou nesta quarta-feira que, após reunião com empresários, o governo fechou um acordo com as distribuidoras de combustíveis, limitando os próximos reajustes em 6%. A Shell, que participou das discussões, aumentou os preços em 12% na última segunda-feira, causando profunda irritação na equipe econômica. Ao fim do encontro, não foi informado como a Shell vai proceder para se adequar ao acordo.

As reservas internacionais do BC romperam nesta quarta o patamar de US$ 28 bilhões e caíram para US$ 27,8 bilhões. Assim como na véspera, o mercado de câmbio operou sem grandes oscilações, com o dólar vendido a 8 pesos no oficial e a 12,5 no paralelo.
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