domingo, 2 de fevereiro de 2014

Disputa ficou mais acirrada depois da greve de 2012

Resenha EB / O Globo
02 Fev 2014

No DF, em SP e em MG, agentes se recusam a atender pedidos

BRASÍLIA

As disputas de agentes, escrivães e papiloscopistas contra delegados são antigas, mas se tornaram ainda mais acirradas depois da fracassada greve dos policiais federais em 2012. Depois de 72 dias, agentes, escrivães e papiloscopistas voltaram ao trabalho sem os reajustes salarias reivindicados, mas decididos a esticar a corda até o limite.

No Distrito Federal, um agente disse "não" quando a delegada Andreia Albuquerque, que estava à frente da Operação Miquéas, pediu um relatório analítico sobre escutas e movimentação financeira dos investigados. Segundo relato de um policial ao GLOBO, o agente disse que repassaria os dados brutos.

Para se proteger contra eventuais punições, o agente se escudou na portaria 523/89, que estabelece as atribuições dos policiais. Na visão da Federação Nacional dos Policiais Federais, a portaria não inclui entre as tarefas de um agente a análise crítica de uma investigação.

— Antes, agentes faziam relatório de inteligência (com cruzamento de dados) e os delegados assinavam. Hoje, não fazem. Hoje, fazem a investigação, fazem a análise parcial. O relatório, com as conclusões finais, quem faz é o delegado — diz Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do DF.

Em São Paulo, um dos atos de resistência teve desfecho trágico. Um grupo de 20 policiais de Ribeirão Preto e Bauru, especializados em ações contra o narcotráfico, recusou-se a participar da interceptação de um avião que pousaria numa fazenda em Bocaina com armas e cocaína. Argumentaram que não tinham fuzis potentes, visores noturnos e carros blindados, conforme determina as normas de segurança. Um delegado, então, recrutou agentes de outras cidades. Segundo um dos que se recusaram a participar, os criminosos fugiram com a cocaína e, numa troca de tiros, mataram um agente.

— Enquanto nós vamos lá (na linha de frente), os delegados ficam nos gabinetes. A revolta é geral — diz um dos agentes que disseram "não".

Em Minas, agentes do serviço de inteligência suspenderam a análise de escutas telefônicas da Operação Esopo. Os chefes fizeram convênio com as polícias Civil e Militar para cobrir os serviços rejeitados pelos agentes. Ditadura atuou para proteger agentes
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