quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Bolsonaro quer posto de Feliciano

Resenha EB / O Globo / Evandro Éboli
06 Fev 2014

Opositor de minorias e militantes de esquerda, deputado cobiça comissão de direitos humanos

BRASÍLIA - O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está em uma articulação com os parlamentares evangélicos e em plena campanha para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O seu principal aliado é o atual presidente da CDH, Marco Feliciano (PSC-SP). Polêmico e um dos principais opositores de antigos militantes dos direitos humanos, Bolsonaro afirmou ter o apoio do líder de seu partido, Eduardo da Fonte (PE), na empreitada. Bolsonaro está otimista.

- Estou fechado com a bancada evangélica e tenho o apoio do líder do meu partido. Não acredito que o PT vai se interessar pela comissão. Isso é desejo de uma minoria do PT. Eles vão querer algo maior - disse Bolsonaro.

O PP tem direito a presidir duas comissões e, neste ano, pode optar pela Comissão de Agricultura e a dos Direitos Humanos. Deputados do PT também trabalham para que a comissão volte ao comando da legenda, principalmente depois da passagem de Feliciano pelo colegiado. O PT, graças ao tamanho de sua bancada, pode presidir três comissões.

O deputado Nilmário Miranda (PT-MG), um dos fundadores da CDH nos anos 90, atua para que a comissão, se não for para o seu partido, seja presidida por um nome mais afinado com a causa dos direitos humanos. O partido ainda não fechou questão.

"TIRO DE LETRAS AS CRÍTICAS"

Bolsonaro disse ainda que não teme as resistências que seu nome enfrentará, dada suas posições nesse campo.

- Não estou preocupado com isso. Tiro de letra essas críticas. Sinto que já estou com um pé dentro da comissão - afirmou Bolsonaro.

O parlamentar afirmou ainda que, se a comissão não sobrar para seu partido, já há acordo para tentar outros nomes, como o do Pastor Eurico (PSB-PE) e de Marcos Rogério (PDT-RO), ambos também aliados de Feliciano. Em encontro na tarde de ontem, durante sessão em homenagem ao MST na Câmara, o deputado Paulão (PT-AL) defendeu que o partido volte a comandar a comissão.

O ano de 2013 foi marcado por uma série de polêmicas na Comissão de Direitos Humanos. Durante a gestão do pastor Feliciano a produtividade foi mais baixa do que em anos anteriores. Em 2013, a comissão teve 212 eventos e propostas discutidas e votadas. Em 2012, por exemplo, esse número chegava a 249.

Com a saída de parlamentares considerados defensores históricos de direitos humanos - em protesto à eleição de Feliciano - o ponto de vista dos religiosos prevaleceu na comissão. O resultado dessa nova composição foi a aprovação de uma série de propostas que dificilmente vingariam em formações anteriores, como a convocação de plebiscito sobre a união entre pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento legal da união homossexual como entidade familiar. O grupo conseguiu ainda derrubar a decisão do Conselho Federal de Psicologia que proibia a "cura gay".
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