segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

PF: polícia italiana não colabora na busca a Henrique Pizzolato

Resenha EB / O Globo / Jailton de Carvalho
27 Jan 2014

Desfecho do caso Batttisti seria o motivo

BRASÍLIA

Policiais federais brasileiros destacados para localizar e prender o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, um dos condenados no processo do mensalão, estão irritados com colegas italianos. Segundo um deles, a polícia italiana está, deliberadamente, resistindo em atender pedidos relacionados às investigações sobre o paradeiro de Pizzolato. A resistência da polícia italiana seria uma resposta à decisão do governo brasileiro de não extraditar o ex-extremista Cesare Battisti no final do governo do ex-presidente Lula, em 2010.

- O Pizzolato só não foi localizado porque os (policiais) italianos estão reticentes e não conseguem esconder a insatisfação com o desfecho do caso Battisti. Acham que o Brasil não foi correto com eles. Não conseguem entender que a Polícia Federal não tem nada a ver com isso. A não extradição dele foi uma decisão política do governo e não da polícia - disse um federal.

A missão de prender Pizzolato está com o Grupo de Rastreamento e Capturas, vinculado ao diretor-executivo da PF Rogério Galloro, e à Interpol.

Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu entre setembro e outubro, quase dois meses antes de ter a prisão decretada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, relator do mensalão. A partir de então, a PF, com apoio da Interpol, iniciou a busca ao mensaleiro, mas esbarrou com a falta de interesse da polícia italiana:

- Eles (policiais italianos) levaram isso (a não extradição de Battisti) para o lado pessoal. Mas somos otimistas. Estamos investigando e vamos ter sucesso - disse um policial brasileiro.

Pizzolato fugiu num momento em que a PF enfrenta críticas, inclusive internas, sobre suposta queda de produtividade, especialmente no número de operações de combate à corrupção. Mas, apesar das queixas, a PF não fez e, por enquanto, não pretende levar adiante reclamação formal contra a falta de colaboração italiana.

Em nota, a embaixada da Itália no Brasil negou qualquer relação entre os casos de Henrique Pizzolato e Cesare Battisti. "Ele (Pizzolato) é totalmente diferente e é só um caso de polícia", garantiu nela o embaixador italiano no Brasil, Raffaele Trombetta. Ele elogiou a parceria entre os dois países nessa área: "A colaboração entre as forças de polícias italiana e brasileira é tradicionalmente muito boa. Se fazem com frequência atividades na luta ao crime, seja ele italiano, brasileiro e internacional". Trombetta acrescentou: "As relações entre os dois governos são ótimas e estão numa fase de forte consolidação".

O embaixador citou ainda recente encontro, em Roma, do Conselho de Cooperação com o Secretariado Geral do Itamaraty: "O fluxo de visitas políticas retomou fôlego e vamos ter mais visitas de alto nível no futuro. Abraçamos com entusiasmo programas do governo brasileiro, como Ciência Sem Fronteiras, e os apoiamos com força. Estamos trabalhando uma programação cultural de alto nível para a Copa do Mundo, chamada "Itália na Copa", junto com autoridades brasileiras".

No julgamento do mensalão, Henrique Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
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