sábado, 25 de janeiro de 2014

Milhares protestam em Bangcoc pelo cancelamento das eleições gerais

Terra / EFE
25 de Janeiro de 2014•06h04 • atualizado às 06h06

Milhares de pessoas começaram neste sábado uma manifestação por várias avenidas de Bangcoc, a capital da Tailândia, com o objetivo de que o governo interino cancele as eleições gerais previstas para 2 de fevereiro.

A marcha, comandada pelo líder dos protestos Suthep Thaugsuban, acontece um dia depois que o Tribunal Constitucional da Tailândia abriu a possibilidade para que as eleições gerais, das quais os manifestantes antigovernamentais e a Comissão Eleitoral se opõem, sejam adiadas.

No entanto, o tribunal também indicou que, caso seja decidido o adiamento, a Comissão Eleitoral e o Executivo, favorável à realização das eleições, devem estabelecer uma data alternativa através de um novo decreto real.

Está previsto que amanhã comecem as votações antecipadas das pessoas que residem longe de seu local de recenseamento e não poderão comparecer às urnas.

"Não bloquearemos as eleições, mas tentaremos persuadir às pessoas nos colégios eleitorais que se unam à reforma da Tailândia, ao invés de exercerem seu direito ao voto", disse ontem Thaugsuban em um discurso para seus seguidores.

O líder das manifestações enviou cartas explicando seu processo "pacífico" de reformas para várias personalidades internacionais, entre elas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

"Garantimos que o Comitê Popular para a Reforma Democrática (como se chama o grupo manifestante) não está pedindo um levantamento antidemocrático", afirmou Thaugsuban na carta, segundo o jornal Bangcoc Post.

Suthep, que abandonou seu cargo como parlamentar e o Partido Democrata para embarcar nesta "cruzada", exige a renúncia do governo interino de Yingluck Shinawatra e o cancelamento das eleições legislativas até que uma reforma do sistema político seja feita para acabar com a corrupção.

As reformas seriam realizadas por um conselho popular não eleito de 400 membros durante o período aproximado de um ano. Yingluck rejeitou o uso da força contra os manifestantes desde o primeiro dia e apostou suas fichas nas eleições antecipadas.

Desde 2006, a Tailândia vive uma profunda crise política que a cada um ou dois anos desemboca em manifestações de partidários e opositores de Thaksin Shinawatra, ex-primeiro-ministro e irmão da atual chefe de governo, que causaram dezenas de mortes e grandes prejuízos econômicos.
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