sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mantega: ‘Combate à inflação é prioridade’

Clipping MP / O Globo
- 24/01/2014

Suíça - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que a inflação não preocupa, embora seu controle seja uma prioridade para o governo brasileiro. Ao comentar a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) - que elevou na semana passada a taxa básica de juros (Selic) em meio ponto percentual, para 10,5% -, o ministro se mostrou confiante, ressaltando que “o Brasil tem controlado a inflação nos últimos dez anos” e a mantido dentro da meta.


- Não vi a ata do Copom. Mas o IPCA-15 (índice que apresenta uma prévia do IPCA, indicador oficial de inflação) está abaixo das expectativas do mercado - disse Mantega. - O combate à inflação continuará sendo uma prioridade do governo. Sempre.

Indagado se o governo pretende aumentar a meta do superávit primário para este ano, o ministro afirmou que em fevereiro o governo poderá dizer “com mais precisão” qual será a meta.

Aposta agora em investimentos

Em um debate no fórum, Mantega reclamou da falta de crédito para estimular a economia e responsabilizou a crise mundial pela desaceleração no Brasil e em outros emergentes. Ele rebateu a afirmação do presidente do fórum, o empresário Klaus Schwab, de que o Brics ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) está em declínio ou em “crise de meia-idade”:

- Não acredito que há uma crise da meia-idade do Brics. O que há é uma crise mundial que afetou o Brics.

Mantega reconheceu que é preciso que os países Brics revejam o modelo do crescimento. E assegurou que o Brasil está fazendo isso, ao estimular o investimento com um programa da ordem de US$ 250 bilhões, excluindo o que será investido em petróleo e gás. Ele também destacou o avanço social no país:

- O Brasil fez uma grande inclusão social, expandiu a classe média. Temos o quarto maior mercado de carros. Mas para ativar este mercado está faltando crédito, que está escasso. É por isso que o governo está estimulando o investimento no Brasil.

Uma pesquisa com mil executivos feita pela Accenture e divulgada em Davos revelou que 60% das empresas pretendem realocar para outros mercados os investimentos realizados nos países do Brics. Mantega, no entanto, mostrou-se otimista, prevendo que o comércio mundial poderá crescer entre 4% e 5%, puxado pela recuperação econômica dos países ricos. Ele disse que uma eventual desvalorização do real não deverá afetar as empresas brasileiras que contraíram dívida no exterior:

- As empresas brasileiras aprenderam a lição em 2008 e todas elas estão hedgiadas (protegidas) para eventuais flutuações da taxa cambial.

Em meio à elite econômica e política, também era possível vislumbrar celebridades, como o cantor Bono, do U2. No encontro para divulgar sua ONG Red, que combate a Aids, ele participou de um jantar com empresários irlandeses e o premier Enda Kenny. No fórum, houve ainda protestos contra a petrolífera russa Gazprom e a têxtil Gap, que receberam o “prêmio vergonha 2014”.
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