domingo, 26 de janeiro de 2014

Grupos protestam pelo Brasil contra a realização da Copa do Mundo

Resenha EB / O Estado de S. Paulo / Angela Lacerda, Artur Rodrigues, Herton Escobar, José Maria Tomazela, Lauriberto Braga, Marcelo Portela, Paulo Saldaña, Rodolpho Paixão, Ronald Lincoln Jr., Sergio Torres e Walmaro Paz
26 Jan 2014

Manifestantes e Polícia Militar entram em confronto em São Paulo. Rio também tem confusão

SÃO PAULO - Os protestos contra a realização da Copa do Mundo, que tiveram início de forma pacífica, acabaram em confusão no sábado. Em São Paulo, os manifestantes e a Polícia Militar entraram em confronto no centro da cidade. De acordo com o Twitter oficial do órgão, 108 pessoas foram presas pela Tropa de Choque e 20 pelo policiamento de área, totalizando 128 detidos até às 00h02 deste domingo.

Os manifestantes começaram a depredar estabelecimentos comerciais na Rua Barão de Itapetininga, na região do Theatro Municipal, por volta das 20h. A primeiro loja a ser atacada foi um McDonald's. Os policiais fizeram uma barreira para tentar proteger o restaurante e os manifestantes começaram a correr e destruir agências bancárias pelo caminho. Somente na Rua 7 de Abril, a reportagem presenciou o ataque a três agências. Os manifestantes colocaram fogo em terminais de atendimento dentro das agências, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco. Houve início de incêndio e participação dos black blocs, que correram em direção aos PMs e lançaram até coquetel molotov.

A PM fez um cordão de isolamento para tentar impedir que os manifestantes fossem para a Praça da República, onde acontecia o principal show da comemoração dos 460 anos da cidade de São Paulo. O clima era tenso na região. Manifestantes jogaram latas e garrafas contra o público e ao menos duas pessoas ficaram feridas. O tumulto ocorreu no intervalo entre os shows de Paulinho da Viola e Opalas. Dezenas de pessoas que tentavam fugir da confusão foram espremidas contra as grades que separavam o público da área adjacente ao palco, reservada aos artistas e à imprensa.

Garrafas e outros objetos foram novamente arremessados contra o palco. Pelo menos duas pessoas se cortaram nos pés e tiveram de ser socorridas pelos Bombeiros. No meio da confusão, um jovem - mais tarde identificado pela polícia como um black bloc - foi encurralado contra a grade e agredido violentamente com socos e pontapés por um grupo de homens. A cena toda foi presenciada pela reportagem do Estado. Um dos agressores chegou a bater no jovem várias vezes com uma muleta, com tanta força, que ela se quebrou sobre ele.

Esse e um outro jovem só conseguiram escapar da multidão graças ao trabalho dos seguranças do evento, que os puxaram para dentro da área restrita e usaram jatos de água de um extintor para afastar os agressores. "Tiramos esses dois de lá, senão eles iam morrer", disse um dos seguranças.

Ambos foram levados para um canto atrás do palco e mantidos lá até a chegada da polícia, que apareceu 15 minutos depois. "Só corri como todo mundo correu no meio da confusão. Os caras me encurralaram e comecei a apanhar", disse ao Estado um dos jovens detidos. Na sua mochila, os policiais encontraram um estilingue e quatro saco de bolinhas de gude, além de um par de luvas, um capacete preto e máscaras.

"Eles confirmaram que fazem parte dos black blocs", disse o capitão Luis Humberto Caparroz, da Polícia Militar, que participava do policiamento na região. Segundo ele, a PM evitou que um terceiro integrante do grupo fosse linchado no meio da multidão. Todos foram levados para o pronto-socorro da Santa Casa para depois serem encaminhados a uma delegacia.

Algumas pessoas reclamaram da falta de policiamento no momento do tumulto. "Os PMs vieram aqui, pegaram os lanches e foram embora", disse uma pessoa ligada à organização do evento.

"Só porque as pessoas não veem a polícia não quer dizer que ela não esteja presente. A gente fica no entorno, não no meio do evento", disse o capitão Caparroz. Segundo ele, havia 600 policiais só na região da Praça da República. "Tanto que os black blocs não entraram na praça", disse. Naquele momento, centenas de vândalos circulavam pelo centro da cidade, praticando depredações. "Os poucos que entraram foram atacados pela multidão. Se a PM não estivesse presente, isso aqui tinha virado uma praça de guerra. Evitamos uma carnificina", afirmou o capitão.

Uma parte do público foi embora após o tumulto, mas a maior parte permaneceu na praça para assistir ao show do grupo Os Opalas, que começou depois das 21 horas. Antes dele, Paulinho da Viola fez um show de uma hora e quinze minutos para cerca de 12 mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores do evento. Sem qualquer tumulto.

"Ninguém vai estragar a nossa festa. Se esses caras (black blocs) voltarem aqui, vamos dar porrada neles", disse ao microfone o presidente da Associação de Promotores de Eventos do Estado de São Paulo (Apeesp), William Santiago, arrancando aplausos do público. "Esses caras são nazistas também; eles são contra negros, nordestinos, um monte de gente. Não dá para ficar omisso a isso", disse ele depois ao Estado.

Atos de vandalismo também ocorreram nas imediações da Praça Roosevelt. Um Fusca com pessoas dentro pegou fogo depois de passar sobre um colchão em chamas na Rua Xavier de Toledo. Alguns manifestantes subiram a Rua Augusta e, encurralados pela polícia, entraram em dois hotéis: Linson e Bristol. A tropa de choque foi ao local com um ônibus para prendê-los.

Com os black blocs na dianteira, a manifestação desceu a Avenida Brigadeiro Luís Antônio gritando palavras de ordem contra a Copa do Mundo. Assustados, vários comerciantes fecharam as portas quando a multidão se aproximava. A Polícia Militar estima que 1,5 mil manifestantes caminhavam rumo à Praça da Sé. Houve um início de empurra-empurra entre policiais e manifestantes, que se dissipou rapidamente. Por volta das 17h30, cerca de mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista e fecharam os dois sentidos da via. Segundo a PM, efetivo de dois mil homens estavam na área de prontidão.

Pouco antes das 17 horas, jovens leram um manifesto aos policiais no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), onde estavam concentrados desde a madrugada de sexta-feira. Em troca, a PM não enfrentou resistência para revistar barracas armadas pelos manifestantes. O ato foi organizado por vários grupos que participaram dos protestos de junho do ano passado, como black blocs, Assembleia Nacional de Estudantes Livre, Periferia Ativa, entre outros. No evento "Não vai ter Copa", 23 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook.

RIO

A manifestação da cidade carioca também foi marcada por confusão. Quando a passeata com cerca de 300 manifestantes chegou ao final da praia de Copacabana, black blocs e policiais militares começaram a se enfrentar. Houve correria. A confusão teve início quando a passeata atingiu a rua Francisco Otaviano, que liga Copacabana ao bairro de Ipanema. Os cerca de 30 black blocs que estavam no meio da manifestação provocaram os policiais militares, que ameaçaram prendê-los. A caminhada se dispersou por alguns momentos, com os manifestantes correndo em meio aos carros presos no congestionamento.

Na sequência, manifestantes do "Não Vai Ter Copa" se concentraram em frente ao Shopping Leblon, que está com as portas fechadas, gritando palavras de ordem contra a Copa. Tropas da Polícia Militar estão posicionadas entre o estabelecimento comercial e os manifestantes, monitorando a situação.

Mais cedo, parte da pista da Avenida Atlântica, em frente ao hotel Copacabana Palace no sentido Botafogo, foi fechada por manifestantes que protestam contra a realização da Copa no Brasil. Às 18h50, o ato reunia cerca de 300 pessoas. Cerca de 30 black blocs - responsáveis pelas depredações e ações violentas registradas nas manifestações de rua no ano passado - estavam no local. A manifestação continuou pacífica, com cerca de 150 policiais militares monitorando a situação.

Mais cedo, a concentração ocorreu em frente ao hotel Copacabana Palace (zona sul do Rio) e os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a realização do evento promovido pela Fifa. Parte dos grupos distribuiu panfletos para as pessoas que caminhavam na orla e recolheu assinaturas para um abaixo-assinado contra o Mundial. O manifestante que costuma se fantasiar de Batman também saiu nas ruas, assim como o que imita o Coringa, um dos inimigos do super-herói.

BELO HORIZONTE

Manifestantes de Belo Horizonte também aderiram ao protesto nacional contra a realização da Copa do Mundo e ocuparam parte da Praça Sete de Setembro, no Centro da capital mineira. Cerca de 100 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram do protesto e o grupo chegou a interditar parte da avenida Afonso Pena, a principal artéria da região, mas não houve confrontos ou registro de ocorrências.

Desde o fim da tarde, a PM e a Guarda Municipal já havia reforçado a segurança na área, a mesma de concentração para as manifestações ocorridas em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações. Inicialmente, cerca de 50 punks reuniram-se no local e os militares fizeram uma revista geral, apreendendo sprays e garrafas de material inflamável. "Isso pode ser usado como coquetel molotov", justificou o tenente Russo, do Batalhão de Polícia de Eventos (BPE).

Quando outros manifestantes, inclusive com camisas do PSTU, chegaram à Praça, o grupo se dividiu. Os punks ocuparam o "Pirulito", obelisco no cruzamento da Afonso Pena com avenida Amazonas, enquanto os demais permaneceram no quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro. Apenas quando o grupo do "Pirulito" resolveu se deitar na Afonso Pena todos se uniram no mesmo protesto. "Não é apenas contra a Copa. É contra todo o sistema, Estamos fazendo nossa cena", disse o punk Augusto Felipe dos Santos, de 18 anos.

Pouco antes das 19h, o grupo fechou toda a avenida, mas, após rápida conversa com representantes da PM, os manifestantes concordaram em liberar uma das pistas. Pelo horário de reduzido movimento, o ato teve pouco reflexo no tráfego e terminou de forma pacífica, já no início da noite. "Reforçamos o policiamento porque havia previsão desse encontro e resolvemos fazer a revista porque esse pessoal (punks) foi o que mais criou problema no ano passado", disse o tenente Russo. "Mas estamos aqui para garantir tanto o direito de se manifestar quanto o do resto das pessoas de ir e vir", completou o oficial.

No ano passado, durante as manifestações realizadas em todo o País, duas pessoas morreram em Belo Horizonte em meio aos confrontos entre manifestantes e militares. Luiz Felipe Aniceto de Almeida, de 22, e Douglas Henrique de Oliveira, de 21, caíram do viaduto em que havia sido montado o cerco policial para proteger o entorno do Mineirão, onde eram realizados os jogos da Copa das Confederações e que seriará partidas do Mundial que começa em junho que vem.

RECIFE

O protesto contra o Mundial acabou em frente ao "relógio da Copa", na Avenida Agamenon Magalhães. No local, os manifestantes declararam sucesso para este ato e disseram que foi "o primeiro de muitos". Junto aos gritos de vitória, bradavam críticas ao governador Eduardo Campos: "Eduardo fascista, Eduardo ditador". Pelo trajeto, o trânsito ficou parado e alguns passageiros de ônibus optaram por ir a pé a seus destinos. Em seguida, o grupo dirigiu-se ao Shopping RioMar, o mais luxuoso de Recife, para se solidarizar com o "rolezinho" que ocorre no local. De acordo com a assessoria do shopping, um pequeno grupo de pessoas passou por lá durante a tarde com um megafone, em um ato contra a discriminação racial.

Os manifestantes percorreram um trajeto de cerca de três quilômetros, partindo da Avenida 13 de Maio até a Avenida Agamenon Magalhães, uma das mais movimentadas da cidade. Não teve adesão maciça da população, que reclamava que os participantes estavam atrapalhando a passagem dos carros e causando lentidão no trânsito. Não houve conflitos com a polícia, que acompanhou o protesto pacificamente.

Na primeira hora de manifestação, em coro, cerca de 50 pessoas entoavam: "Não vai ter Copa", "Ei Dudu (Eduardo Campos), vai tomar no..." e "O poder do povo vai fazer um mundo novo". A frase "A Copa mata, desabriga e violenta o povo" pode ser lida nos cartazes. Os policiais revistaram alguns manifestantes e recolheram dois canos, que seriam utilizados para erguer faixas de protestos.

Eles disseram que é preciso alertar a população sobre a injustiça de direcionar dinheiro para a Copa e não para educação ou saúde. Os participantes se identificaram apenas por apelidos. "Para a gente não se expor", justificou um deles.

FORTALEZA

Na dispersão dos manifestantes contra a Copa, o movimento black bloc Ceará queimou lixeiras e quebrou placas de sinalização de trânsito na Praia de Iracema. A Polícia reagiu com balas de borracha e os manifestantes voltaram para a Estátua Iracema Guardiã, onde foi a concentração no final da tarde deste sábado.

A manifestação contra a Copa foi reprimida pela PM em seu início. Uma revista de 20 policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) evitou que 30 jovens saíssem da concentração na estátua de Iracema Guardiã, na Praia de Iracema pela Beira-Mar. O pessoal do Gate, fortemente armado, chegou em cinco viaturas e revistou todos manifestantes. Ao final deteve dois líderes para investigação. A PM sob protestos dos manifestantes recolheu mil panfletos contra a Copa, uma bandeira nacional, cartazes, máscaras de gás e baladeiras.

Os jovens na saída da batida policial gritavam: "Não vai ter Copa", "Estado fascista, polícia terrorista" e "Polícia é para ladrão; manifestante não". Os cartazes apreendidos diziam: "Para Copa tudo, para Juventude nada", "Se não tem Saúde, Educação, Justiça e Liberdade para o povo, não vai ter Copa para patrão", "Copa é do mundo, menos do brasileiro" e um último apelativo: "Sexo Anal para acabar o Capital".

Os jovens liderados pelo movimento black bloc Ceará ainda ficaram na estátua Iracema Guardiã por mais meia hora após a batida policial e depois de dispersaram sem promover nenhum quebra-quebra. Os dois detidos para averiguações foram liberados no início da noite.

VITÓRIA

Cerca de 40 manifestantes se reuniram em Vila Velha na tarde deste sábado para protestar contra a Copa do Mundo. Enquanto o evento virtual tinha a confirmação de mais de 700 pessoas, a atuação nas ruas foi bastante diferente: com gritos de "Não vai ter copa!" e "Fora Fifa!", os poucos presentes fecharam ruas e invadiram um shopping da cidade mais populosa do Estado enquanto eram acompanhados de perto pela polícia.

De acordo com Leonardo Loureiro, estudante de 17 anos, a intenção do grupo era de manifestar contra os abusos ocorridos nas obras preparatórias para o torneio. Sobre o posicionamento contrário à realização do evento, ele se mostra contraditório diante dos gritos dos demais manifestantes: "É complicado porque a única forma de ter esse dinheiro gasto de volta é com o turismo que a Copa pode trazer", afirmou. Além de Loureiro, nenhum outro manifestante quis se pronunciar à imprensa, que também recebeu gritos de ordem contrários aos repórteres e emissoras locais.

O evento, marcado para ter início às 16 horas, começou com uma reunião às 18h com todos os manifestantes para decidir o percurso a ser feito. Os presentes, que escolheram protestar em Vila Velha por solidariedade ao grande número de vítimas das chuvas de dezembro no município, atravessaram um shopping da cidade em passeata e gritando palavras de ordem aos consumidores e lojistas, que pouco entendiam. Perguntada sobre o protesto, a vendedora Camila do Nascimento confessou que não sabia do que se tratava, mas apoiava reclamarem sobre a Copa do Mundo. "Gastaram muito dinheiro e agora nós temos que reclamar. Essa grana tinha que ter sido investida na saúde", disse. Durante a travessia, a segurança do shopping acompanhou de perto, mas nenhuma ocorrência foi registrada.

Após passarem pelo shopping, os manifestantes se dirigiram em passeata até a Residência Oficial do Governador, na Praia da Costa. O trânsito ficou lento e a polícia acompanhou de perto o movimento que seguiu pacífico até a sua dispersão após um pequeno piquete com fogos em frente à casa de Renato Casagrande.

Além de protestar contra a Copa do Mundo, o evento também pedia a desmilitarização da PM através da PEC 51 e o impeachment de Rodney Miranda, prefeito de Vila Velha que viajou aos Estados Unidos em férias durante o período de fortes chuvas que assolaram o município.

SOROCABA

A manifestação 'Não vai ter Copa' reuniu 50 manifestantes, no final da tarde deste sábado, em Sorocaba. O grupo, composto na maioria por integrantes do movimento Anonymous, se concentrou na Praça da Bandeira e saiu em marcha pelas ruas. Com cartazes pedindo que o dinheiro da Copa fosse aplicado na saúde, o grupo caminhou pela avenida Afonso Vergueiro, bloqueando parcialmente a passagem dos veículos. Motoristas que protestaram foram xingados pelos manifestantes. Os manifestantes não quiseram falar com a imprensa - alguns usavam máscaras e outros tinham o rosto parcialmente coberto. Viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal acompanharam a manifestação. Até as 19 horas não tinham sido registrados incidentes.

PORTO ALEGRE

Apesar de ter mais de 2 mil confirmações no Facebook, a manifestação convocada pelo grupo Anonymous na cidade gaúcha foi um fracasso total. Cerca de 30 pessoas esperaram das 17h às 19h na frente da Prefeitura Municipal e resolveram dispersar depois de gritarem algumas palavras de ordem contra a realização da Copa do Mundo.

Vestidos de preto, com máscaras e alguns tocando tambores, os integrantes do grupo não conseguiram sensibilizar os gaúchos que passavam e olhavam desconfiados para a manifestação, menor do que a aglomeração popular em torno de um cantor gospel que acontecia há pouco mais de 50 metros, no Largo Glênio Peres.

BRASÍLIA

Baixa adesão no protesto na capital do Distrito Federal. Segundo a PM, os 50 manifestantes saíram do Brasília Shopping e seguiram até o Pátio Brasil.
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