domingo, 19 de janeiro de 2014

Dilma tenta reconquistar mercado em Davos

Resenha EB / O Globo / Martha Beck e Deborah Berlinck - Correspondente na Europa
19 Jan 2014

Apesar da inflação alta e do crescimento baixo, presidente defenderá políticas fiscal e monetária para atrair investidores

-BRASÍLIA E GENEBRA- Pela primeira vez desde que tomou posse, a presidente Dilma Rousseff participará do Fórum Econômico Mundial de Davos, que reunirá os maiores líderes políticos e empresariais do mundo a partir da próxima quarta-feira, na pequena cidade dos Alpes suíços. Dilma, que sempre esnobou o evento, decidiu mudar de postura para tentar melhorar a imagem do Brasil no mercado internacional. Segundo fontes do Palácio do Planalto, a presidente quer mostrar aos investidores que, apesar da inflação alta e do baixo crescimento da economia, o Brasil é um país com boas oportunidades de negócios, especialmente na área de infraestrutura.

- O discurso dela será feito para dar uma injeção de confiança à economia brasileira - afirmou um interlocutor.

Dilma também aproveitará para defender a política fiscal, que vem sendo alvo de críticas de analistas e das agências de classificação de risco, que já ameaçam rebaixar o Rating do país. O maior problema, para o mercado, é o fato de o governo ter pouca margem para cortar gastos, o que dificulta o esforço fiscal e a redução da dívida pública.

SCHWAB: CRISE SISTÊMICA

A presidente deve ainda destacar a política monetária. Para combater a inflação, o Banco Central (BC) elevou, na semana passada, pela sétima vez seguida a taxa básica de juros, agora em 10,5% ao ano. A retórica de Dilma encontrará um fórum marcado pelas incertezas de um mundo confuso e em plena revolução digital, num momento em que velhas fórmulas para alimentar a economia e fazer política não funcionam mais, e com o desafio de provar que a globalização foi um passo histórico positivo. Em uma frase, o presidente do Fórum, Klaus Schwab, antecipou o tom sombrio do encontro:

- Temos que apertar o botão para reiniciar a economia mundial - disse Schwab - O mundo ainda está muito preso numa atitude de gestão de crise.

Num relatório de 60 páginas, a organização do fórum listou a crescente desigualdade entre pobres e ricos como o maior desafio para os próximos dez anos. Nos últimos anos, apesar de reunir a nata dos acadêmicos, empresários e políticos, Davos se limitou a constatar transformações e crises. Não apontou caminhos.
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