sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Cristina estuda compra de caças de Israel

Resenha EB / Estadão.com.br / Ariel Palacios - CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES
24 Jan 2014

Negociação por 18 aviões com mais de 20 anos de uso estaria em fase final; Espanha fica de fora

O governo da presidente Cristina Kirchner estaria na reta final de uma negociação para comprar 18 aviões de combate israelenses Kfir Block 60, construídos pela Indústria Aeroespacial de Israel (IAI), segundo fontes próximas à transação. O passo da Casa Rosada formalizaria o abandono das negociações com a Força Aérea da Espanha para a aquisição de 16 aviões Mirage F-1, também de segunda mão.

Um dos motivos da opção pelos aviões israelenses seria a tentativa de Buenos Aires de reduzir a tensão com o governo de Israel após Cristina fechar um pacto com o Irã, há um ano, para uma investigação conjunta sobre o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. Do lado técnico, o argumento é que Israel tem o modelo de melhor qualidade.

No ano passado, quando anunciou as conversações com a Espanha, o governo Kirchner destacou que a compra desses aparelhos, com 39 anos de uso, incluiria o treinamento dos pilotos argentinos. A transação era estimada em US$ 220 milhões. O negócio provocou, na época, uma série de críticas por parte de oficiais da aeronáutica e de integrantes da oposição. O ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, chegou a condenar a aquisição sem licitação prévia. "Os caças foram usados primeiro pela Jordânia e, depois, pela Espanha. Estão com quase 200 mil horas de voo", acusou Lavagna, integrante do gabinete do ex-presidente Néstor Kirchner.

Os Kfir são aparelhos com mais de 40 anos de fabricação. Foram amplamente revitalizados e contam com os motores americanos J-79 da General Electric, um radar eletrônico AESA moderno, além de armamento atualizado. A transação envolve alguma transferência de tecnologia. Mas os Kfir custariam mais do que os Mirage, já que para tê-los seria necessário desembolsar US$ 500 milhões.

Do total de aparelhos negociados, seis seriam entregues prontos. O restante seria montado na Argentina, nas instalações da Fábrica Argentina de Aviões Brigadeiro San Martin. O trabalho teria a colaboração de técnicos israelenses.

A negociação chamou a atenção da Grã-Bretanha, que em razão das Malvinas - arquipélago controlado pelos britânicos, que as denominam Falklands, mas reivindicado pela Argentina - está atenta a rearmamentos no país. Apesar das ameaças de retaliação comercial do governo Kirchner, a Argentina nunca fez qualquer intimidação militar. A diplomacia britânica teria solicitado a Israel informações sobre os Kfir.
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