sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Brics buscam mudança no modelo econômico

Resenha EB / Estadão.com.br
24 Jan 2014

DAVOS

Segundo ministro da Fazenda brasileiro, bloco é jovem demais para estar enfrentando a crise da meia-idade

Se os Brics ainda não estão na crise de meia-idade, já que são muito jovens, como disse ontem em Davos o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é possível afirmar que os países do grupo estão passando pelas crises de identidade típicas da adolescência. Assim, a maioria dos países do grupo quer mudar o modelo de crescimento, buscando novas formas de se reafirmar na economia global.

Esse desejo de mudança ficou claro no debate de ontem sobre os Brics, do qual Mantega participou, e que teve representantes de cada um dos países do grupo: Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul. O debate foi promovido pela Globo News.

O economista Liu Mingkang, que já chefiou a regulação bancária na China, afirmou que a desaceleração chinesa é um objetivo das autoridades do país, e que mesmo um crescimento anual de apenas 6,9% é suficiente para cumprir a meta de dobrar o PIB entre 2010 e 2020.

Mingkang deixou claro que o governo chinês considera inviável manter aquelas altíssimas taxas de crescimento anteriores, baseadas em volumes maciços de investimento e exportação. A estratégia, portanto, é reduzir como proporção do PIB essas duas alavancas do crescimento, que seriam trocadas pela expansão do consumo doméstico.

No caso da Rússia, o vice-primeiro-ministro Arkady Dvorkovich atribuiu o fraco desempenho econômico recente (crescimento de cerca de 1,5% em2013) à desaceleração da China e à estagnação da Europa, principais parceiros comerciais, e ao mau ambiente de negócios no país. Segundo Dvorkovich, a Rússia quer que a economia seja puxada por segmentos novos, baseados em inovação, e se torne menos dependente de setores tradicionais, como o petrolífero.Palaniappan Chidambaram, ministro das Finanças da índia, previu que em três anos o país vai retornar a taxas de crescimento em torno de 8%, e, como no caso russo, disse que a desaceleração recente teve causas externas, mas também se deveu a falhas da política econômica doméstica.

Já Pravin Gordhan, ministro das Finanças da África do Sul, lembrou que nenhum dos outros Brics teve de enfrentar um legado de discriminação social como o apartheid, enfatizou avanços sociais do país e disse que é preciso diversificar a economia sul-africana, qualificar a mão de obra e superar gargalos de energia e logística.

Falando pelo Brasil, Mantega notou que a mudança de modelo é inversa à chinesa: o crescimento a partir de agora será mais baseado em investimentos do que em consumo. O ministro citou as "centenas de bilhões de dólares" em concessões de infraestratura e petróleo.
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