quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Bandidos atacam sede e bases da UPP do Complexo do Alemão

Resenha EB / O Globo / BRUNO AMORIM, LEONARDO BARROS E RAFAEL SOARES
30 Jan 2014

Para delegado, objetivo do ataque foi instaurar o medo na comunidade

Depois de um intenso tiroteio, que começou no fim da noite de terça-feira, o Complexo do Alemão teve o policiamento reforçado por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Bandidos atiraram contra a base de policiamento avançado na Rua Itacorá, bem como contra a sede e duas bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região. O grupo ainda fez disparos e atirou uma granada contra a sede da 45ª DP (Complexo do Alemão), na Estação Itararé do teleférico da comunidade. A delegacia foi inaugurada há cerca de um mês. Para o delegado Felipe Curi, titular da 45ª DP, o ataque foi uma ação coordenada e com o objetivo de instaurar o medo no conjunto de favelas.

A Polícia Militar informou que nenhum policial ou morador ficou ferido. Mas o Teleférico do Alemão, muito procurado por turistas, foi atingido por tiros de fuzil — bem como várias casas e até a Igreja de São José, próxima ao teleférico. Segundo Curi, foi aberto um inquérito para tentar identificar os criminosos:

— Ainda não há ninguém identificado. A ação foi feita por vários grupos.

De acordo com o comandante da UPP do Alemão, capitão Bruno Leite, foi o primeiro ataque planejado contra uma sede da UPP desde setembro do ano passado, quando ele assumiu o comando da unidade.

Devido à intensidade do confronto, agentes das UPPs vizinhas, homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Core e da Divisão de Homicídios (DH) foram deslocados para a região. As equipes permaneceram durante toda a madrugada na comunidade.

O tiroteio deixou os moradores assustados. Segundo relatos, os tiros foram disparados em várias comunidades, mas foram mais intensos na Nova Brasília. A base da UPP da Pedra do Sapo não chegou a ser atingida, mas uma casa próxima ficou com marcas nas paredes. Além dos tiros, os bandidos jogaram bombas de gás lacrimogêneo, segundo policiais.

A base da Rua Canitá também foi atacada. Uma casa que fica ao lado da UPP acabou recebendo três tiros.

— O problema é que essa é uma guerra que não é nossa. E corremos risco, já que os bandidos atiram e os policiais revidam, mesmo ser ter certeza direito da direção em que os criminosos estão — disse um morador, que não quis se identificar.
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