terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A república da periferia

Resenha EB / Veja / Carta ao Leitor
27 Jan 2014

Esta edição de VEJA traz uma reportagem de fundo sobre um Brasil que costuma ser lembrado apenas pelos problemas que cria, os "rolezinhos" nos shopping centers, ou nos quais muitos de seus habitantes vivem imersos, chacinas, enchentes e endemias. Os repórteres da revista foram ver de perto como vivem atualmente os brasileiros que moram na periferia das metrópoles.

A última grande investida jornalística de VEJA na periferia foi feita em janeiro de 2001. Naquele começo de século, a revista mostrou uma realidade de desesperança, miséria, crime e crescimento desordenado de quase 30% ao ano, taxa seis vezes maior do que a do Brasil de renda e qualidade de vida mais altas. Sob a chamada "O cerco da periferia", a capa da revista de 2001 trazia a imagem de um centro urbano ensolarado e colorido sendo oprimido pelo abraço sufocante de uma massa disforme de casebres cinza. Desde então, as coisas mudaram para melhor.

Treze anos depois, os repórteres encontraram planetas periféricos ainda com problemas graves, claro, mas bem mais arejados, confiantes em si mesmos e orgulhosos de sua cultura original, cientes de seu poder de consumo coletivo e do cacife eleitoral decisivo que possuem. A transformação positiva se deu pela confluência de uma série de fatores. Primeiro veio o aumento do poder de compra trazido pela estabilização da moeda, seguido da maior

A capa de VEJA de janeiro de 2001 retratou uma dura realidade que, treze anos depois, mudou para melhor oferta de crédito. Coroando tudo isso, todos se beneficiaram da competitividade acelerada entre as empresas de tecnologia — aquela formidável corrida que torna os aparelhos digitais cada vez mais poderosos com aumento mínimo de preço e permite a oferta de planos bem mais acessíveis de celulares e modems de acesso à internet sem fio. A sensível, ainda que desigual, melhora na segurança e o avanço, mesmo que modesto, na qualidade da educação completam o processo transformador.

A pedido de VEJA, o Instituto Data Popular, especializado em pesquisas nas classes média e baixa, isolou dados e estatísticas das classes C, D e E. Para efeito de clareza, montou o que seria um país formado pela população da periferia das grandes cidades brasileiras. Se existisse, de fato, essa República Federativa da Periferia do Brasil teria 155 milhões de habitantes. Seu poder de compra a colocaria no G20 do consumo mundial, ocupando a 16- posição no ranking de países que mais gastam com produtos e serviços em geral. Como mercado consumidor, portanto, as periferias brasileiras têm mais poder de compra do que a Suíça, a Holanda ou a Turquia. Tomado como um todo, o Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial de consumo. Para montar esse país imaginário, o Data Popular usou dados reais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Mundial. A reportagem especial de VEJA abre as fronteiras 1 desse fascinante país, tão próximo e ao mesmo tempo tão distante de tantos brasileiros.
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