sábado, 21 de dezembro de 2013

Violência no Brasil migrou do sudeste para o nordeste

Resenha EB / O Globo / Renata Leite
21 Dez 2013

Homicídios tiveram queda acentuada no rio e em sp, e mais que dobraram na ba, ma e pa

A década de 2000 a 2010 foi marcada pela migração da violência no Brasil. Estados do Sudeste, que historicamente lideravam rankings de homicídios no país, deram lugar, no topo das listas, aos do Norte e Nordeste. São Paulo e Rio de Janeiro registraram quedas de 66,6% e 35,4%, respectivamente, no número de assassinatos por 100 mil habitantes, enquanto os índices mais que dobraram em estados como Bahia (339,5%), Maranhão (373%) e Pará (258,4%). Já nas cidades, houve a interiorização da violência, com quedas em mortes nas capitais e incrementos, em municípios menores. Os dados foram levantados por Daniel Cerqueira, diretor de Estado, Instituições e Democracia do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que tomou por base números divulgados pelo Ministério da Saúde.

No topo das cidades com mais assassinatos estão Simões Filho, na Bahia, e Ananindeua, no Pará. Segundo o especialista, as taxas de homicídios em municípios pequenos (menos de 100 mil habitantes) cresceram em média 52,2% entre 2000 e 2010, enquanto, nos médios, o aumento foi de apenas 7,6%. Já as cidades grandes (com mais de 500 mil habitantes) registraram uma queda de 26,9%. Entre os 20 municípios com maior taxa de mortes violentas, dez são pequenos, nove médios e apenas um grande - Maceió, na sexta posição.

Para Cerqueira, contribuíram para a nova geografia da violência políticas públicas de segurança nacionais, como o Estatuto do Desarmamento e o I Plano Nacional de Segurança, que multiplicou por dez o orçamento destinado ao sistema penitenciário, e ações locais, como a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio e a intensificação de operações em São Paulo. No entanto, Cerqueira vê na diminuição da desigualdade de renda uma das principais causas para o aumento dos assassinatos nas cidades pequenas. A dinamização econômica fora dos eixos metropolitanos impulsionaria a expansão do mercado de drogas nessas regiões.

- Essas localidades passaram a se tornar mais atrativas ao tráfico porque, com mais renda, o uso de drogas tende a aumentar. Esse mercado ilegal costuma vir acompanhado da violência. O crescimento fica comprovado com o aumento no número de mortes por overdose em oito vezes no país, entre 2000 e 2011. Considerando que a taxa de letalidade das drogas não aumentou, então o que subiu foi o uso delas - conclui Cerqueira.

Ainda segundo o economista, o custo da violência no Brasil representa pelo menos 6,08% do Produto Interno Bruto (PIB) a cada ano. A única região do Brasil que obteve queda na taxa de assassinatos foi o Sudeste, com 43,8%.
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