sábado, 14 de dezembro de 2013

Hollande abre o jogo na África

Resenha EB / Correio Braziliense / Silvio Queiroz
14 Dez 2013

Conexão diplomática

Mais discretamente, em meio à atenção ostensiva dispensada aos acordos bilaterais de cooperação ou às negociações comerciais entre União Europeia e Mercosul, François Hollande veio ao Brasil também com a preocupação de tranquilizar Dilma Rousseff quanto às intenções da França com mais uma intervenção militar na África. Meses depois de terem entrado no Mali para conter o avanço de islamistas próximos à Al-Qaeda, tropas enviadas por Paris voltam ao continente em missão semelhante, agora na República Centro-Africana.

"É importante sermos transparentes sobre a África", foi o recado enviado pelo Quai D'Orsay, via imprensa brasileira, nos dias que antecederam a chegada do presidente. "O Brasil tem ambições no continente, multiplicou as suas embaixadas, tem programas de assistência ao desenvolvimento." A diplomacia francesa não ignora nem subestima a presença brasileira em missões de paz, notadamente à frente dos "capacetes azuis" na República Democrática do Congo (na foto, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz). Também não faz segredo de que a recente eleição de candidatos do Planalto e do Itamaraty para postos como a direção da OMC e da FAO se deveu, em grande parte, aos votos amealhados entre os 55 países africanos representados na ONU.

Nossa energia é…

No que depender dos franceses, o contrato firmado pela gigante nuclear Areva para a conclusão da usina de Angra 3 é apenas "o começo de um novo ciclo", como definiu um emissário ao chamar a atenção para o porte da comitiva que acompanhou Hollande. Os representantes da Areva trouxeram na bagagem bem mais do que caneta e champanhe para acompanhar as fatias que já abocanharam: estão sendo oferecidos ao país dois modelos distintos para centrais atômicas de capacidade menor e custo mais "módico". Trata-se de um pacote com opcionais para que o setor nuclear amplie sua participação na matriz energética.

…o desafio deles

Mudanças climáticas à parte, a presença da Total no consórcio que vai explorar o Campo de Libra, primeira empreitada na camada do pré-sal, não deixa dúvidas sobre o interesse da França em colocar a energia no centro de gravidade da parceria estratégica com o Brasil. Não apenas a extração do petróleo propriamente dito, mas o conjunto de investimentos associados — como a construção de plataformas e navios, a aquisição de equipamento e a formação de engenheiros e outros profissionais — está no radar dos pesos pesados do Medef, o quartel-general do empresariado francês.
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