quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Embraer preferia a Boeing, com a qual fechou parceria em maio

Resenha EB / Folha de São Paulo
19 Dez 2013

Prefeito de São Bernardo quer ficar com unidade de montagem

Para a Embraer, principal beneficiária do processo de transferência tecnológica previsto no F-X2, a Boeing era a parceira favorita para ganhar o contrato dos caças.

Em maio, a empresa havia assinado com a Embraer um contrato inédito. Nele, se comprometia a fazer a campanha de vendas da grande aposta da brasileira para o mercado militar, o cargueiro KC-390 --no qual a FAB alocou R$ 3,5 bilhões.

O contrato não condicionava uma coisa à outra, mas era clara a intenção de amarrar as duas: "Embora decepcionante para a Boeing, a decisão de forma alguma diminui o comprometimento da empresa em expandir sua presença, ampliar suas parcerias e apoiar as necessidades do Brasil em termos de segurança. Trabalharemos com a FAB para entender melhor sua decisão", disse a Boeing ontem.

Por sua vez, a Embraer divulgou nota na qual diz que "tem acordos de cooperação assinados com os três finalistas do processo de seleção e está à disposição do governo brasileiro no apoio à execução das contrapartidas industriais e tecnológicas previstas na proposta escolhida".

Além do custo de compra e operação do avião, fator em que o Gripen (um avião menor que os concorrentes) sempre teve vantagem, a escolha da FAB prevê uma forte transferência tecnológica.

Para evitar consórcios favoritos, a Aeronáutica fez com que todos os três concorrentes assinassem acordos com todas as principais fornecedoras da área. O avião inicialmente será importado.

A previsão mais ambiciosa era de que, a partir da quinta unidade, comece a ser montado no Brasil, com nacionalização crescente até chegar a algo entre 60% e 80%.

Tudo isso ainda terá de ser discutido. O local para a montagem seria a Embraer, mas o fato de a Saab ter aberto unidade para fazer peças do Gripen em São Bernardo do Campo (SP) levanta dúvidas. Seu prefeito, Luiz Marinho (PT), fez lobby junto ao governo.

Não existe transferência tecnológica integral, já que sempre haverá componentes feitos em outro país. Os suecos apostavam no fato de ofertar a venda da forma de integrar os sistemas e a possibilidade de fazer até 40% do avião com peças nacionais após a devida capacitação.

O argumento seduziu a FAB. Os americanos deram garantias contra embargos, e isso favoreceu os suecos, pois o Gripen tem componentes dos EUA --como a turbina GE, idêntica à do F-18.
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