quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Argentina congelará preço de 187 produtos

Resenha EB / Estadão.com.br / Ariel Palacios
18 Dez 2013

Sob ameaça de saqueadores que já atacaram 16 das 24 províncias argentinas e prometem voltar a agir antes do Natal, o governo da presidente Cristina Kirchner anunciou ontem um novo congelamento de preços a partir do dia 1.°.

O chefe do gabinete de ministros, Jorge Capitanich, indicou que 187 produtos básicos - de alimentos a preservativos - serão controlados "em tempo real" pela Receita Federal Será o terceiro congelamento em menos de um ano. Em fevereiro, o governo tentou implementar um controle sobre 12.500 produtos. Meses depois, reduziu o congelamento para 500 produtos.

O governo nega a existência dé uma escalada inflacionária. O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) sustenta que a inflação deste ano estará ao redor de 11%. No entanto, os economistas independentes e sindicatos afirmam que ultrapassará os 27%.

Capitanich negou que a inflação seja o resultado do desequilíbrio nas contas fiscais e do crescimento da emissão monetária. O chefe de gabinete sustenta que a inflação é causada pelo efeito contágio. "O leite aumenta e em seguida o cabeleireiro sobe o preço do corte de cabelo", disse. A Igreja argentina alertou para o efeito da crescente inflação nos planos de assistência social do governo, sem reajuste recente.

O governo ordenou aos integrantes das Forças Armadas que permaneçam até o dia 24 em estado de alerta. Desta forma, ficam adiadas as férias nos quartéis, já que a logística e as instalações do Exército e da Força Aérea poderiam ser necessárias para o eventual transporte e alojamento da Gendarmeria, o corpo de segurança especializado na dissuasão de manifestações e revoltas sociais.

Nas últimas duas semanas o governo enviou 12 mil homens da Gendarmeria a diversas províncias onde ocorreram saques. Durante as cenas de violência nos saques ocorridos nas últimas duas semanas morreram 16 pessoas, 8 delas na Província de Tucumán.

Energia. O governo também está preocupado com os apa-gões comuns no verão em razão da crise energética iniciada em 2004. Na segunda-feira, o ministro de Planejamento e Obras Federais, Julio De Vido, admitiu que a Argentina poderia sofrer uma série de apagões em razão do elevado consumo energético provocado pelo calor. Pouco depois do anúncio de De Vido, até a Casa Rosada ficou durante dez minutos às escuras em razão da falta de energia.

Na segunda-feira à noite e ontem de madrugada cortes de energia afetaram diversos bairros portenhos, entre eles, os de Caballito, Palermo, Belgrano e Monserrat. Irritados, moradores em cada um desses bairros fizeram "pequenos panelaços".

O governo decidiu cortar a energia elétrica de várias indústrias para preservar o consumo residencial. Capitanich afirmou ontem que o país terá problemas quando a temperatura passar dos 32º C.

O governo argentino solicitou ao Uruguai "toda a energia térmica disponível". O país vizinho vendeu para a Argentina 500 megawatts/hora. A administração Kirchner também solicitaria energia elétrica ao Brasil.
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