sábado, 29 de março de 2014

A NOVA ORDEM MUNDIAL - Professor Menezes (São José - SC)


AS CAUSAS DAS MUDANÇAS PROMOVIDAS PELOS MOVIMENTOS SOCIAIS ...

A sociedade mundial está sofrendo mudanças sociais repentinas ...

A primeira vista, pode-se dizer que essas mudanças fazem parte do avanço do processo democrático, que tem dado oportunidades aos atores antes desconhecidos.

Pode-se dizer, também, que essas mudanças fazem parte da estratégia socialista gramscista, que operada pelos socialistas, e até mesmo por grupos capitalistas, por meio do marxismo cultural, fazem uso da mídia, das instituições educacionais e da opinião pública, para emplacar os seus candidatos.

Além dessas suposições acima, existe, também, uma outra alternativa que entende que há as ações das elites econômicas transnacionais por trás de tudo isso, que controlando rigorosamente a mídia e as instituições dos países, estão conseguindo emplacar as eleições dos seus candidatos.

Talvez, nós eleitores brasileiros estejamos sendo manipulados como marionetes pelas corporações transnacionais, e também por grandes empresas nacionais vinculadas aos interesses do capitalismo global, simplesmente porque elas querem que nós elejamos os candidatos indicados pela elite econômica mundial ... !

A Nova Ordem Mundial, no meu entendimento, são simplesmente idéias ou práticas travestidas de ideologias socialistas e progressistas, e às vezes capitalistas, com o fim aristocratizar e perpetuar o poder econômico dos pequenos grupos ligados às grandes corporações econômicas internacionais.

Esses grupos endinheirados, com poder global, são transnacionais, porque possuem uma rede de pequenos organismos e pequenas instituições que executam as suas ordens. Esses grupos transnacionais patrocinam movimentos sociais em todo o mundo, e as mais variadas ideologias (gays, maconha, ambientalistas, feministas, sem terra, sem teto etc), como também organizações não governamentais de todas espécies, exatamente para criar demandas sociais nos diversos países, para aumentar as despesas dos Estados.

O repasse de verbas sociais dos Estados para os pequenos organismos, visa atender os fins sociais e os interesses da população, mas passam também a atender os interesses dos políticos carreiristas, que precisam de votos para se elegerem. Os políticos, nesse caso, são atores importantes na medida em que participam da implementação das medidas sociais.

Ao atenderem as demandas sociais, os despesas dos Estados também aumentam, e passam a diminuir ou a inviabilizar os investimentos estatais necessários à sustentação do crescimento econômico.

Então, atendendo as demandas sociais, os países passam a ter gastos sociais enormes, e consequentemente, acabam inibindo e diminuindo drasticamente os recursos necessários para os investimentos que promovem o crescimento econômico do país.

Quanto maior forem os gastos sociais dos países, tanto menor será a possibilidade de surgirem empresas poderosas nesses mesmos países, o que estarão, dessa forma, consolidando, e contribuindo para a permanência hegemônica dos grupos econômicos que dominam a economia global.

Sem empresas fortes, que possam concorrer com as grandes empresas dos grupos econômicos internacionais, o capitalismo global continuará a sendo monopolizado pelos "donos do mundo".

Os donos do mundo não querem empresas fortes fora dos seus domínios ou do seu controle !

A grande prova dessa tese, é fácil de ser percebida, simplesmente porque os patrocinadores desses movimentos sociais e ONGs são os grandes grupos econômicos e as empresas internacionais.

- Então, quer dizer que os capitalistas é que financiam esses movimentos sociais, mesmo que eles sejam marxistas ?

- É isso mesmo !

Os grandes grupos capitalistas patrocinam os movimentos sociais exatamente para criar demandas sociais, e para forçar o aumento dos gastos dos Estados com a população, exatamente para inviabilizar os investimentos necessários ao crescimento econômico desses países.

Assim sendo, o poder econômico global continuará nas mãos de poucos grupos capitalistas !
Conclusão:

Socialismo é a "história da carochinha" contada pelas elites econômicas, simplesmente porque, independente de quem esteja ocupando os cargos governamentais, ou pleiteando tais posições de liderança, seja ele capitalista ou marxista, sabe que o comunismo é utópico, e que portanto, o que almeja, na realidade, é apenas o enriquecimento e o poder, ou fazer parte da jogatina capitalista mundial.

- Me engana que eu gosto !

MENEZES - militar, historiador e adesguiano/SC

quarta-feira, 19 de março de 2014

Ex-ministra convida Joaquim Barbosa a entrar no PSB do Rio

Terra
19 de Março de 2014•09h09 • atualizado às 09h19

A ex-ministra Eliana Calmon convidou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a entrar para o PSB durante um encontro em Brasília na semana passada. Candidata ao Senado pelo partido na Bahia, a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça foi encarregada dessa tarefa pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Barbosa ainda não deu nenhuma resposta concreta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A vontade do candidato à Presidência pelo PSB é que Barbosa dispute o Senado pelo Rio de Janeiro, onde ele vota. O presidente do STF afirmou na ocasião que não seria candidato a presidente, mas não disse se disputaria ou não outro cargo eletivo. Provável candidato ao Senado, o ex-jogador Romário, deputado federal e presidente do PSB no Rio, anunciou que abriria mão da vaga para Barbosa.
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/ex-ministra-convida-joaquim-barbosa-a-entrar-no-psb-do-rio,a0072985d0ad4410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Dilma nomeia filha de ministro do STF para o TRF

Terra / Gustavo Gantois
19 de Março de 2014•14h48 • atualizado às 15h50

A presidente Dilma Rousseff nomeou a advogada Letícia de Santis Mello como desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que abrange Espírito Santo e Rio de Janeiro. Especialista em Direito Tributário e Administrativo, Letícia é filha do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, e da desembargadora Sandra de Santis, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A nomeação foi assinada ontem, mas publicada nesta quarta-feira.

Aos 37 anos, Letícia nunca exerceu qualquer cargo ligado à magistratura. Professora da pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ela integra o escritório Ulhôa Canto Resende e Guerra Advogados desde 1999, quando se formou. No meio jurídico, Letícia é considerada uma advogada competente, mas que dificilmente chegaria tão cedo ao cargo se o pai não estivesse no STF.

A nova desembargadora foi a mais votada na lista tríplice enviada pelo tribunal para a presidente Dilma em junho de 2013, com 17 votos. Ela ficou à frente de Luiz Henrique Antunes Alochio, 43 anos, que recebeu 14 votos, e de Rosane Lucia de Souza Thomé, 52 anos, que ficou com 13 votos. Na formação da lista com seis nomes que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil enviou para serem votados pelo TRF-2, Letícia era a segunda colocada, atrás de Alochio.

Além de Letícia Mello, outra filha de ministro do STF também concorre a uma vaga na magistratura. Trata-se de Mariana Fux, 32 anos, filha do ministro Luiz Fux, que disputa uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A lista da OAB ainda não foi enviada ao TJ.
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/dilma-nomeia-filha-de-ministro-do-stf-para-o-trf,0da24d4607bd4410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

Brasil é o 112º em ranking de saneamento básico mundial

Terra / Agência Brasil
19 de Março de 2014•15h18

Apesar de ser a sétima economia do mundo, o Brasil ocupava a 112ª posição em um conjunto de 200 países no quesito saneamento básico, em 2011, segundo aponta um estudo divulgado nesta quarta-feira, pelo Instituto Trata Brasil e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, durante o fórum Água: Gestão Estratégica no Setor Empresarial.

O objetivo do estudo foi apontar benefícios que poderiam ser obtidos com mais investimentos em saneamento básico, melhorando a qualidade de vida do brasileiro e elevando a economia do país.

De acordo com esse trabalho, o Índice de Desenvolvimento do Saneamento atingiu 0,581, indicador que está abaixo não só do apurado em países ricos da América do Norte e da Europa como também de algumas nações do Norte da África, do Oriente Médio e da América Latina em que a renda média é inferior ao da população brasileira. Entre eles estão o Equador (0,707); o Chile (0,686) e a Argentina (0,667). O índice é mensurado com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Na última década, o acesso de moradias à coleta de esgoto aumentou 4,1%, nível abaixo da média histórica (4,6%). Em 2010, 31,5 milhões de residências tinham coleta de esgoto. A região Norte foi a que apresentou a melhor evolução, apesar de ter as piores condições no país com 4,4 milhões de casas sem coleta. Somente o estado do Tocantins conseguiu ampliar o atendimento em quase 21%.

No Nordeste, um universo de 13,5 milhões não contavam com esses serviços e em mais de 6 milhões de lares não havia água tratada. O maior número de residências sem coleta foi registrado no estado da Bahia (3,3 milhões), seguido pelo Ceará (1,9 milhão).

No Sul, mais 6,4 milhões de residências também não contavam com os serviços de coleta e os estados com os maiores déficits foram: Rio Grande do Sul (2,8 milhões) e Santa Catarina (1,9 milhão). Já no Sudeste, com os melhores índices de cobertura, ainda existiam 8,2 milhões de moradias sem coleta.

Segundo advertem os organizadores do estudo, "a situação do saneamento tem reflexos imediatos nos indicadores de saúde". Eles citam que, em 2011, a taxa de mortalidade infantil no Brasil chegou a 12,9 mortes por 1.000 nascidos vivos, superando às registradas em Cuba (4,3%), no Chile (7,8%) e na Costa Rica (8,6%).

Outro efeito direto da precariedade do saneamento, conforme destaca o estudo, refere-se à expectativa de vida da população (73,3 anos) em 2011, que ficou abaixo da média apurada na América Latina (74,4 anos). Na Argentina, a esperança de vida atingiu 75,8 anos e no Chile 79,3 anos.

O estudo destacou ainda que, se houvesse cobertura ampla do saneamento básico, as internações por infecções gastrintestinais que, segundo dados do Ministério da Saúde atingem 340 mil brasileiros, baixariam para 266 mil. Além da melhoria na qualidade da saúde isso representaria redução de custo, já que as internações levaram a um gasto de R$ 121 milhões, em 2013.

Pelos cálculos desse trabalho, a universalização traria uma economia das despesas públicas em torno de R$ 27,3 milhões ao ano e mais da metade (52,3%) no Nordeste. Outros 27,2% no Norte e o restante diluído nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Conforme os dados, em 2013, 2.135 vítimas de infecções gastrintestinais perderam a vida - número que poderia cair 15,5%. A universalização do saneamento também diminuiria os afastamentos do trabalho ou da escola em 23% , o que poderia implicar em queda de R$ 258 milhões por ano. Em 2008, 15,8 milhões de pessoas ou 8,3% da população brasileira faltaram ao serviço ou às aulas por pelo menos um dia, sendo que 6,1% ou 969 mil por problemas causados por diarreias. Deste total, 304,8 mil eram trabalhadores e 707,4 mil frequentavam escolas ou creches.

Outro benefício apontado pelo estudo, seria a dinamização do turismo com a criação de quase 500 postos de trabalho e renda anual de R$ 7,2 bilhões em salários, além de incremento na formação do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma da riqueza gerada no país, da ordem de R$ 12 bilhões.
http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-e-o-112-em-ranking-de-saneamento-basico-mundial,4db28c72d36d4410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

terça-feira, 18 de março de 2014

Estados unidos querem aproximação comercial com o Brasil

Resenha EB / O Globo / Lino Rodrigues
18 Mar 2014

Secretário do tesouro americano encontra-se com Mantega e Tombini

Na primeira visita de uma autoridade do primeiro escalão do governo dos Estados Unidos ao Brasil desde as denúncias de espionagem feitas em meados do ano passado pelo ex-agente da CIA, Edward Snowden, o secretário do Tesouro americano, Jacob J. Lew, reuniu-se ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir uma agenda de reaproximação e a ampliação das relações econômicas entre os dois países. Em pronunciamento logo após o encontro, Mantega elogiou a atuação dos EUA no G-20, grupo dos 20 países mais ricos do mundo.

- Temos que promover uma reaproximação dos Estados Unidos com o Brasil. E isso é possível, porque temos interesses comuns e temos que encontrar os caminhos para concretizar essa parceria - disse o ministro brasileiro, salientando que os dois países continuarão atuando juntos no G-20.

Já o secretário do Tesouro americano reforçou a importância das relações com o Brasil. Segundo Lew, o país, por se tratar da segunda maior economia das Américas, é um parceiro importante para os Estados Unidos.

- Temos uma relação em expansão, rápida e baseada em valores comuns. Os dois países reconhecem os benefícios de trabalharem juntos e vão explorar novos tipos de parcerias bilaterais - disse o secretário americano, salientando que também foram discutidas formas de lutar contra a evasão de impostos nos dois países.

Mantega aproveitou a presença do secretário americano para falar sobre o processo de recuperação da economia internacional que, segundo ele e Lew, ainda é incipiente, mais lento do que eles gostariam e insuficiente para estimular a retomada dos países emergentes.

- É uma recuperação mais lenta do que gostaríamos e ainda insuficiente para estimular a retomada dos emergentes. Estamos em um momento de transição, saindo de uma crise econômica e entrando em uma nova fase na qual acontecem os ajustes, como a redução dos estímulos - disse o ministro.

Antes do encontro com Mantega, Lew havia se reunido com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e com líderes empresariais. Na conversa, que aconteceu na sede do BC em São Paulo, ambos falaram sobre as perspectivas das economias americana, brasileira e mundial. Segundo comunicado do BC, a conversa também abrangeu a agenda financeira internacional, "incluindo os desafios atuais para solidificar o crescimento econômico e a estabilidade financeira por meio de esforços conjuntos de todos os membros do G20".

A visita do secretário americano às principais autoridades econômicas brasileiras ocorre simultaneamente à de executivos da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), que estão no país desde a semana passada para levantar dados sobre o Brasil. Desde o ano passado, a nota de crédito do Brasil na S&P está sob perspectiva negativa, o que significa que pode ser reduzida a qualquer momento.

DOLAR CAI 0,04% E BOLSA SOBE

Como o GLOBO publicou no ano passado, informações vazadas por Snowden revelaram que a espionagem feita pela Agência Nacional de Inteligência (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos abrangeu conversas da presidente Dilma Rousseff e informações da Petrobras. Insatisfeita com as desculpas e justificativas dadas pelo governo americano sobre as denúncias de espionagem, Dilma adiou uma visita de Estado que faria a Washington em outubro do ano passado.

Ontem, o dólar comercial fechou em queda de 0,04%, a R$ 2,350. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 0,34%.
http://www.eb.mil.br/web/imprensa/resenha?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_56_groupId=18107&_56_articleId=4877675&_56_returnToFullPageURL=http%3A%2F%2Fwww.eb.mil.br%2Fweb%2Fimprensa%2Fresenha%3Fp_auth%3DLkdEPy7U%26p_p_id%3Darquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d%26p_p_lifecycle%3D1%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-3%26p_p_col_count%3D1%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_mes%3D3%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_ano%3D2014%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_data%3D18032014%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_javax.portlet.action%3DdoSearch#.UyhaQKhdX38

'Made in brazil' ou não

Resenha EB / O Globo / Ramona Ordoñez
18 Mar 2014

Graça diz a empresários que exigência de conteúdo nacional não é prioridade. foco é produzir mais

Para uma plateia de empresários do setor naval, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou ontem que a prioridade de aumentar a produção de petróleo está acima da contratação de encomendas junto à indústria nacional. Graça Foster falou durante evento de assinatura de contratos para a encomenda de oito embarcações de apoio às atividades de exploração e produção offshore (no mar), quinta etapa do Programa de Renovação de Frota de Apoio Marítimo (Prorefram). A executiva justificou o fato de, em alguns momentos, a petrolífera buscar fornecedores externos, em vez de fechar contratos com a indústria nacional, como determina a política governamental. O índice de conteúdo local - ou seja, o quanto de bens e serviços "made in Brazil" um projeto naval deve ter - varia de 50% a 60%.

- Não é possível fazer tudo (no Brasil). Mais do que isso, a Petrobras não pode esperar. Não há nada, absolutamente nada, hoje sobre a mesa que justifique atrasar a nossa curva de óleo. Não é prioridade para nós nenhuma contratação que coloque em risco a nossa curva de produção. É exatamente esse óleo novo que nos dá segurança que a indústria naval, nossa fornecedora, veio para ficar e para ter conosco prestígio e a responsabilidade que é preciso ter - destacou Graça.

Em janeiro, a produção de petróleo e gás da Petrobras caiu 2,2% sobre dezembro de 2012, para 2,31 milhões de barris diários. A média do ano passado ficou em 1,9 milhão, e a estatal espera elevá-la em 7,5% este ano, para 2 milhões de barris por dia.

A afirmação de Graça agradou a especialistas, mas pode gerar algum desconforto dentro do governo, por causa da política de incentivo à indústria nacional. Procurado, o Palácio do Planalto disse que não iria se pronunciar.

SEM JEITINHO

No recado aos empresários, Graça Foster se referia às dificuldades da indústria nacional de atender a todas as encomendas previstas no Prorefam, que totalizam 146 embarcações de apoio, inclusive as do pré-sal. Deste total, apenas 87 foram encomendadas até agora - oito contratadas ontem. Essas embarcações são construídas em estaleiros no Brasil por armadores nacionais que afretam (alugam) os equipamentos à estatal.

A presidente da Petrobras foi enfática ao dizer que, apesar de todo apoio da estatal ao desenvolvimento da indústria naval nacional, não iria atrasar a produção.

- Não há sobre a mesa nenhuma prioridade da indústria naval brasileira, coreana, chinesa, frente à nossa curva de óleo. O controlador da Petrobras (o governo) é muito claro, e as políticas comerciais da empresa com seus fornecedores também são. Vamos contratar no Brasil tudo que for possível ser feito no país e que seja competitivo em relação a outras oportunidades fora do Brasil.

Para Graça, não haverá "jeitinho":

- Essa é uma atividade em que não é possível dar um jeitinho. Temos uma dificuldade diária permanente com a indústria fornecedora de bens e serviços no mundo, de forma geral. O presidente Lula decidiu, e a presidente Dilma dá continuidade à importância da recuperação da indústria naval no Brasil, e assim tem sido feito - disse ela. - É importante que as encomendas sejam no Brasil, mas de uma forma distinta (da que é hoje), e sabedores de que a prioridade é o óleo produzido.

A gerente executiva de Exploração, Produção e Serviços da Petrobras, Cristina Pinho, disse que, apesar da dificuldade que a companhia tem em fechar encomendas, espera que na sexta e sétima etapas do Prorefam se consiga atingir a contratação das 146 embarcações de apoio. Segundo Cristina, para a sexta etapa, a companhia recebeu propostas para 26 embarcações. A Petrobras quer assinar os contratos até 30 de abril. Já a sétima e última etapa do programa deverá ser fechada até outubro.

O sistema de conteúdo local é uma ferramenta de política industrial definida e regulamentada pelo governo, cujo objetivo é aumentar a parcela nacional de bens e serviços da cadeia de petróleo e gás natural em bases competitivas. Nas rodadas de licitação de blocos de petróleo e gás, as ofertas apresentadas pelas empresas são compostas por três itens: programa exploratório mínimo, bônus e compromisso de conteúdo local. Desde a primeira rodada, em 1999, a ANP estabelece requisitos mínimos de conteúdo local.

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirmou que a indústria naval brasileira tem cumprido os prazos de entrega das encomendas da Petrobras. Rocha destacou que os estaleiros têm interesse em conseguir o máximo de encomendas possível, mas que há ainda a necessidade de compras de equipamentos nos estaleiros internacionais, especialmente da Ásia:

- A Petrobras é o principal cliente da construção naval brasileira, e os estaleiros cumprem sua missão estratégica. O volume das entregas de navios e plataformas de produção representam o resultado concreto do trabalho realizado.

Segundo ele, os estaleiros brasileiros entregaram, em 2013, seis plataformas de produção, dois navios petroleiros, 21 navios de apoio, dez rebocadores e 44 barcaças de transporte fluvial. A meta dos estaleiros, segundo Rocha, é prosseguir realizando investimentos e formando recursos humanos para ampliar a competitividade. Hoje, os estaleiros respondem pelo emprego direto de 78 mil pessoas no país.

O presidente da Associação Brasileira de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, afirmou que a indústria naval brasileira tem capacidade e condições de atender plenamente à demanda das 146 embarcações para a Petrobras. O que aconteceu, segundo ele, foi o questionamento por parte da Petrobras em relação a alguns preços apresentados pelas empresas.

- Ela (Graça Foster) tem razão quando prioriza as atividades da Petrobras. O setor vem se preparando e investindo ao longo dos últimos anos e agora começa a atingir sua maturidade. Entendo como uma mensagem de alerta, passamos pela fase de retomada, de curva de aprendizado, é hora de dar resultados - disse.

FISCAIS INTERDITAM PLATAFORMA

A questão de metas de produção não é, porém, o único problema da Petrobras. Em outubro, a empresa perdeu US$ 24 bilhões em valor de mercado em um só dia, após as ações caírem 10,3% na Bolsa, a maior queda em cinco anos, com a divulgação de reajuste de 4% no preço da gasolina e de 8% no do diesel. Os percentuais, abaixo do esperado, foram entendidos como uma intervenção na política de preços da estatal. A queda de braço entre o Ministério da Fazenda (preocupado em segurar a inflação) e a empresa começou após a Petrobras ter anunciado a possibilidade de adotar um sistema de correção automático de preços.

O déficit da balança comercial de combustíveis do Brasil vai aumentar este ano, segundo a diretora geral da ANP, Magda Chambriard. Ela estimou que o déficit da balança de diesel será de US$ 9 bilhões, e o da gasolina, de US$ 2,5 bilhões.

cinco anos, com a divulgação de reajuste de 4% no preço da gasolina e de 8% no do diesel. Os percentuais, abaixo do esperado, foram entendidos como uma intervenção na política de preços da estatal. A queda de braço entre o Ministério da Fazenda (preocupado em segurar a inflação) e a empresa começou após a Petrobras ter anunciado a possibilidade de adotar um sistema de correção automático de preços.

O déficit da balança comercial de combustíveis do Brasil vai aumentar este ano, segundo a diretora geral da ANP, Magda Chambriard. Ela estimou que o déficit da balança de diesel será de US$ 9 bilhões, e o da gasolina, de US$ 2,5 bilhões.

Fiscais do Ministério do Trabalho interditaram ontem mais uma plataforma da estatal, a P-62, na Bacia de Campos, que sofreu um princípio de incêndio em 10 de janeiro. Segundo a Petrobras, a P-62 somente entrará em produção quando estiverem concluídos todos os sistemas de segurança necessários.
http://www.eb.mil.br/web/imprensa/resenha?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_56_groupId=18107&_56_articleId=4877670&_56_returnToFullPageURL=http%3A%2F%2Fwww.eb.mil.br%2Fweb%2Fimprensa%2Fresenha%3Fp_auth%3DLkdEPy7U%26p_p_id%3Darquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d%26p_p_lifecycle%3D1%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-3%26p_p_col_count%3D1%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_mes%3D3%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_ano%3D2014%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_data%3D18032014%26_arquivonoticias_WAR_arquivonoticiasportlet_INSTANCE_UL0d_javax.portlet.action%3DdoSearch

Venezuela: populares saem às ruas e tomam praça controlada por militares

Agência Brasil / Edição: Graça Adjuto
18/03/2014 05h48

Centenas de estudantes e residentes em Chacao (a leste de Caracas) ocuparam, na noite passada, a Praça de Altamira, centro de manifestações contra o governo da Venezuela. A praça estava guardada por militares da Guarda Nacional.

"Saímos em protesto pacífico, em apoio aos manifestantes que estão contra a repressão, os abusos do governo, a insegurança, liberdade de expressão e a escassez [de produtos]. Somos centenas de pessoas, pacificamente, e a Guarda Nacional acaba de retirar-se", disse um manifestante à Agência Lusa, por telefone.

A mesma fonte informou que a população começou o protesto ao fim da tarde, saindo à rua contra a "militarização" do município e carregando cartazes com frases como: Somos Chacao, não temos medo e Povo, une-te à luta.

Vestidas de branco e com mensagem de protesto nas camisetas, várias mulheres dos grupos Damas de Branco e Mães de Altamira conversaram com os militares e ofereceram flores brancas.

Políticos da oposição também estão concentrados na praça, em apoio aos manifestantes. Está prevista, nas próximas horas, uma vigília pelos mortos nos protestos da Venezuela.

Em declaração à imprensa, o comandante-geral da Guarda Nacional Bolivariana, Justo Noguera Pietri, explicou que as pessoas estão em um protesto pacífico e que os militares permitiram a "aproximação, com o objetivo de conseguir condições de paz e tranquilidade" na região.

Mais de 1.000 agentes da Guarda Nacional foram, nessa segunda-feira (17), enviados pelo governo para as ruas do município de Chacao e para a Praça de Altamira, dois dias depois de o presidente Nicolás Maduro ter dado um ultimato aos manifestantes para abandonarem o local. Ele disse que, caso contrário, iria determinar a liberação da praça.

Há 35 dias, a Venezuela é palco de protestos diários em várias cidades. Até agora, pelo menos 29 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

*Com informações da Agência Lusa
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2014-03/venezuela-populares-saem-ruas-e-tomam-praca-controlada-por-militares

segunda-feira, 17 de março de 2014

Dragão em transição

Resenha EB / Folha de São Paulo / EDITORIAIS
17 Mar 2014

Mudança de padrão no desenvolvimento chinês colabora para tornar mais incerto ambiente já nublado da economia brasileira

Em meio à lista crescente de ameaças à economia brasileira, têm passado em certa medida despercebidos os problemas da transição chinesa. A mudança de seu padrão de desenvolvimento colabora para tornar mais incerto o ambiente já nublado em que se movem os países ditos emergentes --o Brasil entre eles.

Os sintomas evidenciam-se, por exemplo, nos mercados financeiros mundiais, afetando as Bolsas e as taxas de juros americanos nas últimas semanas, prejudicadas ainda pelo desenrolar da crise ucraniana.

De interesse mais direto para as economias emergentes, preços de minérios como o ferro e o cobre sofreram quedas fortes. O motivo imediato desses abalos foi a divulgação do desempenho econômico da China no primeiro bimestre, o pior em uma década.

Alguma desaceleração era esperada. É este o projeto do atual governo chinês. Seu objetivo é conter o excesso de endividamento, a concessão demasiada de empréstimos para novos negócios, com o propósito de evitar o superinvestimento. A expansão exagerada da capacidade produtiva redunda em empreendimentos ociosos, portanto inviáveis, o que eleva o risco de inadimplência em série.

Além de limitar o crédito, as autoridades chinesas tencionam disseminar a disciplina de mercado pela economia. Trata-se de gradualmente dar cabo da ideia de que empresas em dificuldade serão salvas pelo Estado.

Assim, pretende-se limitar a tomada de risco e crédito irresponsável, bolhas de investimento e colapsos financeiros, uma grande ameaça de médio prazo ao desenvolvimento do país.

O início da transição tem, contudo, causado temores de que o governo seja incapaz de controlar os efeitos secundários das primeiras quebras de empresas e calotes. Incertezas a respeito do comedimento dessa fase tornam mais provável a hipótese de desaceleração econômica além da conta.

A mera queda do preço de commodities que o Brasil exporta não é ameaça grave, embora lamentável. O risco maior é que abalos sobre emergentes mais ameaçados por tais perdas, muitos deles na América Latina, possam turvar ainda mais um ambiente já desfavorável.

Trata-se de um início de ano difícil. Além dos problemas causados pela má administração econômica do último triênio, o Brasil tem de enfrentar o temor de racionamentos de água e eletricidade, um repique inesperado da inflação de alimentos, a tensão na Ucrânia, os efeitos da mudança na economia americana e, agora, mais intensos, da transição chinesa.
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A nova geopolítica da energia

Resenha EB / Estadão.com.br /  JOSÉ GOLDEMBERG
17 Mar 2014

Petróleo tem, na vida moderna, o papel que o sangue tem nos organismos humanos. Sem ele ainda estaríamos – como na Idade Média – nos deslocando em carroças e no lombo de cavalos, a não ser pelos trens desenvolvidos no século 19, usando carvão e lenha como combustível. A produção de automóveis e caminhões, que começou no início do século passado, mudou radicalmente essa situação.

Petróleo é um combustível líquido relativamente fácil de retirar de depósitos que se encontram abaixo do solo e fácil de transportar em grandes navios. Seu custo real se manteve abaixo de US$ 10 por barril durante mais de cem anos, desde a sua descoberta até 1973. Esse custo só aumentou – atingindo hoje cerca de US$ 100 por barril – por causa da atuação política dos grandes produtores concentrados no Oriente Médio, responsáveis por cerca da metade da produção mundial. Os consumidores são todos os demais países do mundo, obrigados a importá-lo. Os principais desses importadores são os Estados Unidos, o Japão, a Índia e os países da Europa.

Essa é a razão por que o problema de suprimento de petróleo é um problema de geopolítica –isto é, uma combinação de geografia e política. De modo geral, ele não é consumido nos países que o produzem.

Metade da produção mundial de petróleo é objeto de trocas comerciais. Quando se trata de alimentos, somente 10% deles são objeto de trocas comerciais. O restante é produzido nos próprios países que os consomem.

A riqueza de muitas nações foi construída com base na produção de petróleo. Parece, portanto, sensato tentar produzilo para o consumo interno e exportar o excedente. Esse é o raciocínio das grandes empresas petrolíferas, que acreditam que o consumo vai continuar a crescer 2% ao ano, como tem ocorrido nas últimas décadas. Se isso se confirmar, seu consumo aumentará 50% até 2030.

Tal linha de pensamento, todavia, está sendo vivamente contestada por inúmeros especialistas, uma vez que as reservas conhecidas desse combustível fóssil – chamadas de "petróleo convencional" – vêm sendo exploradas há 30, 40 ou 50 anos e praticamente todas elas–com exceção das dos países do Oriente Médio – já atingiram o máximo de produção, que está declinando, como está ocorrendo aqui, na Bacia de Campos.

Isso não seria um problema se novas descobertas estivessem sendo feitas, mas isso não tem ocorrido. As novas fontes de produção, como as do présal – chamadas de "reservas não convencionais" –, necessitam de métodos especiais para exploração, que tornam o petróleo produzido mais caro. Além disso, mesmo essas reservas, por maiores que sejam, não mudam o quadro de exaustão geral das reservas de petróleo no mundo. As expectativas otimistas da Petrobrás são de que os campos do pré-sal produzam cerca de 5 milhões de barris por dia em 2030, o que não mudaria muito o quadro mundial, em que mais de 80 milhões são consumidos por dia.

Para ser viável a exploração das "reservas não convencionais" é essencial que o preço do petróleo continue elevado, acima de US$ 100 por barril, o que estimula mais exploração. Por outro lado, torna as alternativas ao petróleo mais atraentes.

Quais são essas alternativas e quais as suas perspectivas?

A resposta está sendo dada pelo que se vê hoje nos Estados Unidos, os maiores consumidores de petróleo do mundo, que há dez anos importavam 12 milhões de barris de petróleo por dia e hoje importam pouco mais de 9 milhões.

Há três razões para essa redução das importações.

- Em primeiro lugar, a fabricação de automóveis – e caminhões – mais eficientes. Desde 1975 os Estados Unidos fixaram um desempenho mínimo por quilometragem dos automóveis: 10,6 quilômetros por litro, em média. Em 2009 o governo americano elevou esse valor para 16,6 quilômetros por litro e para 2025 a meta é de 23,1 quilômetros por litro. Como a frota de automóveis nos Estados Unidos não tem aumentado, o consumo total de derivados de petróleo está caindo.

- Em segundo lugar, está aumentando muito naquele país a produção de gás de xisto, o qual vem sendo utilizado como combustível em automóveis e caminhões. Isso sem falar em carros elétricos e híbridos, que consomem menos combustível.

- Em terceiro lugar, vem a produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil – ou de milho nos Estados Unidos. A produção dos dois países já substituiu 3% do petróleo usado para transporte no mundo e existe a possibilidade concreta de aumentar essa contribuição para 10%. Não só a produção brasileira de etanol poderia aumentar, como também a sua experiência poderia ser adotada em muitos outros países produtores de açúcar de cana, principalmente na África.

Do ponto de vista geopolítico, a redução de importações de petróleo pelos Estados Unidos, isto é, a autossuficiência que esse país procura desde 1975, vai tornar esse combustível mais abundante para outros países e, em consequência, seu preço cairá, o que tornaria inviávela produção de "petróleo não convencional", incluído o do pré-sal.

O fascinante no jogo da geopolítica do petróleo é que ela parece desenvolver-se em câmera lenta, com súbitos espasmos que destroem governos e até nações. A revolução iraniana, com a queda do xá da Pérsia e a ascensão dos aiatolás, teve origem na expropriação das empresas petrolíferas estrangeiras na década de 1970. A invasão do Iraque teve muito mais que ver com petróleo do que com terrorismo.

No momento, há uma lenta evolução das alternativas ao petróleo – gás de xisto, etanol, carros elétricos e aumentos da eficiência dos automóveis –, que coexistem com os esforços tradicionais das empresas do setor (inclusive a Petrobrás) para produzir mais óleo. O que a prudência recomenda, portanto, é que não se coloquem todas as fichas numa única fonte – petróleo –, como parece ser o caso do governo brasileiro.

* PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), FOI SECRETÁRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
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Na Crimeia, China sai ganhando

Resenha EB / Estadão.com.br / FOREIGN POLICY / GEOFF DYER
17 Mar 2014

VISÃO GLOBAL

Posição da Rússia na crise ucraniana poderá abrir precedentes para interesses territoriais chineses na Ásia

O termo embaraçoso não chega a descrevê-lo. Toda vez que cobram do governo chinês uma opinião sobre a intervenção russa na Ucrânia, Pequim cai em formulações tortuosas. No dia 2, após tropas russas começarem a se espalhar pela Crimeia,o chanceler chinês observou: "Há uma boa razão para os eventos na Ucrânia terem evoluído para esse ponto". No dia 3, Liu Jieyi, representante permanente da China na ONU, disse: "Há razões para a situação na Ucrânia estar como está". No fim da semana, enquanto o Conselho de Segurança da ONU votava a moção sobre a Ucrânia, o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang, declarou: "Há razões para a situação atual na Ucrânia".

Isso está claro, então. Não é difícil compreender por que a China se sente numa saia-justa sobre a Ucrânia. A Rússia respondeu à queda de seu aliado Viktor Yanukovich e ao novo governo pró-Ocidente exercendo controle militar sobre a Crimeia. Um dos princípios da política externa chinesa é a não interferência nos assuntos internos de outros países, o que lhe garante uma barreira contra a intromissão externa em seus próprios assuntos e uma maneira de pairar acima de questões mais problemáticas sem se envolver em disputas políticas confusas ou novas responsabilidades.

A China também é alérgica amovimentos separatistas. Se a Crimeia puder votar pela independência, por que não o Tibete? China e Rússia podem ter se estranhado no final da Guerra Fria – e só terem resolvido suas próprias e tensas questões de fronteiras em 2008 – mas, há muito, as nações concordam na questão da soberania. Na última década, Rússia e China se uniram com frequência na ONU para impedir que intrusos ocidentais se envolvessem em crises internas de países menores.

Nos anos 2000, quando a China defendia o Sudão contra críticas ocidentais sobre Darfur, a Rússia ofereceu cobertura. Nos últimos três anos, a China apoiou a Rússia para impedir que a ONU pressionasse o regime de Bashar Assad, na Síria. Mesmo assim, hoje, o parceiro habitual da China na defesa da inviolabilidade da soberania é o mesmo país cujas tropas estão controlando a Crimeia.

Uma crise prolongada na Ucrânia poderia ser ruim para a economia global, especialmente se houver uma troca de sanções entre Rússia e Ocidente, justamente quando a economia chinesa está desacelerando. Não admira que as respostas da China tenham sido tão tortuosas. Mas, por trás de equívocos e considerações diplomáticas, há várias maneiras pelas quais a crise ucraniana pode favorecer a China.

Aproximação. Para os EUA, um dos grandes riscos de longo prazo é que a Ucrânia acabe aproximando ainda mais de Rússia e China –uma mudança geopolítica que teria impacto duradouro. Sentindo pressão na Ásia nos últimos dois anos, Pequim vem buscando ansiosamente novos apoios políticos.

A primeira viagem ao exterior que o presidente Xi Jinping fez depois de assumirem 2013 foi a Moscou. E, desde que voltou à presidência, há quase dois anos, Vladimir Putin tem se entendido cordialmente com a China – enquanto exibe sua posição anti-Ocidente. Em outubro, os dois países assinaram um grande número de acordos energéticos. Além dos laços comerciais crescentes, as duas nações acreditam que desgastar a base do poder americano serve seus interesses.

Uma das prioridades geopolíticas de longo prazo de Washington deveria ser criar uma barreira entre Moscou e Pequim para impedir relações mais intensas. No entanto, a campanha de Barack Obama para isolar econômica e diplomaticamente a Rússia quase certamente convidaria Putin a buscar apoio político em Pequim. Dmitri Simes, presidente do Center for the National Interest, com sede em Washington, chegou a prever que a crise da Ucrânia poderia levar China e Rússia a firmar um acordo de segurança.

Num nível mais mundano, a crise da Ucrânia significa também que Obama terá quase certamente menos tempo para dedicar ao seu principal objetivo na Ásia – enfrentar a ascensão da China. Após muito estardalhaço no lançamento da estratégia, em 2011, incluindo o anúncio de Obama de que os EUA "estão no Pacífico para ficar", muitas críticas surgem na região, acusando o governo americano de estar distraído pelo incêndio que tenta apagar no Oriente Médio.

O secretário de Estado John Kerry viajou cinco vezes à Ásia desde que assumiu, em fevereiro de 2013, mas fez mais do que o dobro de viagens ao Oriente Médio no mesmo período. O cancelamento da viagem de Obama à Ásia, em outubro, motivada pela paralisação do governo americano, foi um gol contra. Durante meses, os chineses disseram aos seus vizinhos que os duvidosos EUA estavam de novo perdendo o interesse pela região.

Interesses. Nas semanas que antecederam a intervenção russa na Crimeia, Washington tentou fortalecer seu jogo na Ásia antes de um giro de Obama, em abril, por Japão, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas. Em fevereiro, Danny Russel, subsecretário de Estado para o Leste da Ásia, disse que a China "havia criado incerteza, insegurança e instabilidade na região" com seu comportamento no Mar do Sul da China.

Se a Rússia anexar a Crimeia e não pagar um alto preço, alguns na China interpretarão isso como um sinal verde para endurecer as pretensões territoriais chinesas. Se Putin pode desafiar o Ocidente, o que impediria a China? Não há nada de inevitável sobre uma aliança sino-russa mais estreita. À medida que a influência chinesa crescer, a Rússia verá Pequim como parceiro, mas também como rival.

A incursão de Putin na Crimeia é movida por seu desejo de proteger a influência russa no oeste, ameaçada pela Europa. No entanto, o presidente russo também pretende manter a influência na Ásia Central, onde a China é uma antiga desafiante. Nos últimos cinco anos, a presença chinesa nessa região aumentou dramaticamente como produto de acordos energéticos enormes e apoio financeiro.

Em visita ao Casaquistão – que também integra a União Eurasiana de Putin–, em setembro, Xi inaugurou um gasoduto de fornecimento para a China, formalizou um investimento chinês de US$5 bilhões no projeto e assinou acordos comerciais no valor de US$ 30 bilhões. O flanco sudeste da Rússia é tão vulnerável como o oeste.

A Rússia também se preocupa com a migração chinesa para a Sibéria oriental e as intenções chinesas no norte do Pacífico e no Ártico. Mesmo enquanto Moscou e Pequim estreitavam relações nos dois últimos anos, a Rússia vinha melhorando também seus laços com o Japão – e os dois países vêm mantendo negociações sigilosas sobre ilhas no Oceano Pacífico que Tóquio e Pequim disputam.

As dinâmicas de poder de China e Rússia também são muito diferentes. As ambições da China são de uma grande potência em ascensão. A tomada da Crimeia mostra um líder tentando manter na Ucrânia uma influência que está rapidamente se esvaindo. A última coisa que Putin desejaria é ser o segundo violino de Xi.

No geral, porém, a situação parece promissora para Pequim. Mesmo que o impasse na Ucrânia seja resolvido com relativa rapidez e as relações americanas com a Rússia não se deteriorem por completo, Obama agora gastará muito mais tempo concentrado na Europa, tentando melhorar a relação com a Alemanha e tranquilizando aliados na Europa Oriental que se sentiram negligenciados.

Washington afirmará que vai administrar todas essas questões, mas a atenção de alto nível com a Ásia diminuirá. A política americana para a China sofrerá em razão da Ucrânia – e isso, entre outras coisas, é um ponto positivo para a China, mesmo que não pareça pela maneira como o país se expressa sobre a crise. /TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

* É JORNALISTA
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Após caças, Saab agora vende mísseis ao Brasil

Resenha EB / Estadão.com.br / Roberto Godoy
17 Mar 2014

Exército compra lote dos suecos antes de concluir negociação, ordenada por Dilma, com fabricante de produto similar da Rússia

O Comando do Exército comprou um lote de mísseis antiaéreos RBS70, suecos, fabricados pela Saab. É o mesmo grupo empresarial que fornecerá, a partir de2018, 36 caças GripenNG para a Força Aérea Brasileira, um negócio de US$ 4,5 bilhões.

O contrato dos mísseis é menor, vale R$ 29,5 milhões e inclui lançadores portáteis, suporte logístico, simuladores, equipamentos de visão noturna, ferramental, treinamento de manutenção e cursos de operação, além, claro, do próprio míssil, do tipo Mk2.

Ao mesmo tempo, prossegue a operação entre o Ministério da Defesa e o governo da Rússia para aquisição dos Igla-S9K38, versão recente do míssil leve de porte pessoal, disparado por só um artilheiro – a rigor, um produto da mesma classe do RBS70. Dirigido por laser, tem capacidade entre 250m e 8 km.

A negociação com o fornecedor russo é uma determinação direta da presidente Dilma Rousseff, depois de reunião pessoal em Moscou com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev e o presidente Vladimir Putin, em dezembro de 2012. Em nota oficial, o Exército destaca que "não há relação direta entre os temas".

A acomodação dos modelos de mísseis na Força foi obtida pela dotação do Igla-S9K38, russo, para a Brigada de Infantaria Paraquedista. Já o RBS70/Mk2, sueco, será encaminhado para uso nos grupos da 1.ª Brigada de Artilharia Antiaéreae das Brigadas de Infantaria Mecanizada.

Pacote. Essa transação faz parte de um pacote maior, envolvendo três baterias (16 veículos semiblindados) do sistema de médio alcance Pantsir S1, destinado a cobrir alvos aéreos a 15 km de altura e 20 km de distância. É uma engenhosa combinação de mísseis e canhões duplos de 30 milímetros. A discussão abrange dois conjuntos do Igla e eventualmente uma joint venture para produzir a arma no País. Uma cláusula de transferência de tecnologia protege o acesso brasileiro ao conhecimento dos dois modelos. O investimento exige acima de US$ 1 bilhão.

O Ministério da Defesa enviará a Moscou nas próximas semanas um grupo que fará os ajustes finais na transação. Além dos militares, integram o grupo empresas como Odebrecht Defesa e Tecnologia, Embraer Defesa e Segurança, Avibrás Aeroespacial, MectroneLogitech. Pelo governo, participaram analistas do Ministério do Desenvolvimento, do BNDES e da Agência de Desenvolvimento da Indústria.

A rigor, as empresas agregadas à missão que esteve na Rússia poderão receber incumbências de produção de partes e componentes. A fabricação local do Igla-S9K38 pode ficar a cargo da Odebrecht Defesa e Tecnologia, por meio da associada Mectron. Os radares caberiam à Bradar, da Embraer Defesa e Segurança, e propulsão e a fuselagem ficariam por conta da Avibras. Nenhuma das empresas comenta a informação.

A aquisição do sistema RBS70 segue o Projeto Estratégico de Defesa Antiaérea. A arma será integrada às facilidades de comando e controle desenvolvidas pelo Exército e fabricado pela Bradar.
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Unidades militares ucranianas na Crimeia serão dissolvidas

Terra /AFP / EFE
17 de Março de 2014•07h25

Anúncio foi feito após sessão parlamentar que definiu independência da Crimeia e anexação à Rússia; militares ucranianos que desejarem ficar na península poderão permanecer

O presidente do Parlamento da Crimeia, Volodimir Konstantinov, anunciou nesta segunda-feira a dissolução de todas as unidades militares ucranianas com base na península.

Após a sessão parlamentar que solicitou a independência da Crimeia e sua anexação à Rússia, Konstantinov anunciou aos jornalistas a dissolução.

"Tudo o que se encontra aqui no território, claro, nacionalizaremos. As unidades militares serão dissolvidas, e os que quiserem podem continuar a viver aqui, por favor", afirmou Konstantinov, que acrescentou que "será um processo de reorganização normal".

Ele também deu as boas-vindas aos militares que quiserem jurar lealdade à nova formação autoproclamada. E assinalou que os militares ucranianos que desejarem ficar na península "encontrarão um exército normal, sério, e terão a oportunidade de obter um bom salário, digno e de servir a nossa pátria".

O parlamento da Crimeia aprovou hoje uma resolução na qual se declara independente da Ucrânia e pede oficialmente a anexação à Rússia.

"A república da Crimeia se dirige à Federação Russa pedindo que seja aceita no seio da Rússia na qualidade de nova entidade", assinalou o texto da resolução.

A resolução foi ratificada em uma sessão extraordinária do legislativo, em que também foi decidido que a Crimeia adotará o fuso horário de Moscou, e não o de Kiev como até agora, a partir de 30 de março.

A declaração de independência aconteceu depois de 96,77% dos crimeanos que participaram do referendo deste domingo votarem a favor da reunificação com a Rússia.
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/unidades-militares-ucranianas-na-crimeia-serao-dissolvidas,08566996723c4410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Crimeia: milhares festejam retorno à Rússia com grande festa

Terra / EFE
17 de Março de 2014•00h20 • atualizado às 03h56

Mais de vinte mil pessoas se reuniram na noite de domingo na praça de Lênin de Simferopol, capital da república separatista da Crimeia, para festejar a vitória da reunificação com a Rússia no referendo.

Um mar de bandeiras tricolores russas inundou a praça, onde aconteceu um show em que se ouviu um repertório de canções patrióticas e militares russas, interpretadas entre outros pelo grupo Liube, o favorito do presidente russo, Vladimir Putin.

"Crimeia é Rússia" e "Gloria à Rússia" eram as palavras usadas para festejar o resultado do referendo em um ato que tinha como pano de fundo uma imponente estátua de Lênin, fundador da União Soviética.

Embargados pela emoção, crimeanos de todas as idades dançavam, brindavam com vodka e cerveja pela pátria mãe, se abraçavam e se beijavam sem rubor, e não deixavam de gritar "Hurra".

Os crimeanos que foram às ruas após o fechamento dos colégios eleitorais festejavam a libertação do jugo ucraniano, que para eles transformou a próspera península soviética em uma colônia.

"Eu sou ucraniano de pura cepa, mas minha mulher pertence à sexta geração de russos da Crimeia. Os ucranianos se deram tão mal com nossa gente que eu também estou a favor da reunificação com a Rússia", confessou à agência EFE Anatoli, empresário.

Durante a comemoração o primeiro-ministro da república, Sergei Axionov, e o presidente do parlamento, Vladimir Konstantinov, subiram ao palco para cumprimentar os crimeanos pela vitória da opção russa no plebiscito.

"Os parabenizo. Voltamos para casa. A Crimeia ingressará na Rússia. Hurra, camaradas. Conseguimos graças ao seu apoio. Ninguém poderá arrebatar esta vitória", proclamou Axionov. O líder crimeano ressaltou que sem o apoio do povo e do presidente russo, Vladimir Putin, a vitória no referendo teria sido impossível.

Em seguida todos os presentes entoaram o hino russo com a mão no peito ou o braço levantado, e logo depois começou um espetáculo de fogos de artifício, para o êxtase dos habitantes de Simferopol.

"Agradeço a Deus por escutar minhas preces. Finalmente voltamos à Rússia. Como podem não entender no Ocidente que a Crimeia é terra russa há séculos?", assinalou Sveta, funcionária de uma loja de joias, que não parava de dançar e abraçar suas amigas.

Após a apuração de 75% das cédulas, 95,7% dos crimeanos tinham se manifestado a favor da entrada na Federação Russa, enquanto só 3,2% apoiaram uma ampla autonomia no seio da Ucrânia.

As autoridades separatistas não perderam tempo e na segunda-feira o parlamento crimeano referendará os resultados da consulta e se dirigirá oficialmente a Putin para pedir a incorporação da república à federação russa.

A partir de agora, os crimeanos poderão solicitar o passaporte e a permissão de dirigir em vigor na Rússia, enquanto as autoridades adotarão o rublo como moeda e também o fuso horário vigente no vizinho do norte.
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/crimeia-milhares-festejam-retorno-a-russia-com-grande-festa,b3c46996723c4410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Parlamento da Crimeia pede oficialmente anexação à Rússia

Terra / EFE
7 de Março de 2014•06h20 • atualizado às 06h37

O parlamento da Crimeia aprovou nesta segunda-feira uma resolução na qual se declara independente da Ucrânia e pediu oficialmente a anexação da península à Rússia. "A república da Crimeia se dirige à Federação Russa pedindo que seja aceita no seio da Rússia na qualidade de uma nova entidade", assinala o texto.

A resolução foi ratificada em uma sessão extraordinária do legislativo, em que também foi decidido que a Crimeia adotará o fuso horário de Moscou, e não o de Kiev como até agora, a partir de 30 de março.

A declaração de independência aconteceu depois de 96,77% dos crimeanos que participaram do referendo deste domingo votarem a favor da reunificação com a Rússia.

Segundo as autoridades locais, na consulta, declarada ilegal pelo governo da Ucrânia e pela quase totalidade da comunidade internacional, participaram 1.274.096 crimeanos, ou seja, uma participação de 83,1% dos eleitores aptos a votar.

O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu ontem à noite a legitimidade do referendo separatista crimeano em um telefonema com o presidente americano, Barack Obama, que lembrou ao chefe do Kremlin que o Ocidente adotará sanções se a Crimeia ingressar na federação russa.

Os Estados Unidos e a União Europeia condenaram ontem à noite a consulta, e anteciparam que não reconhecerão os resultados, além de defenderem com veemência a integridade territorial da Ucrânia, que por sua vez tachou a votação de anticonstitucional.
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/parlamento-da-crimeia-pede-oficialmente-anexacao-a-russia,7a135408276c4410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Crimeia: 96,7% votaram a favor da reunificação com a Rússia

Terra / EFE
17 de Março de 2014•03h58 • atualizado às 06h44

A maioria absoluta dos moradores da Crimeia - 96,77% dos crimeanos (pouco mais de 1,2 milhão de eleitores) -, votou a favor da reunificação com a Rússia no referendo separatista realizado domingo.

Segundo as autoridades locais, na consulta, declarada ilegal pelo governo da Ucrânia e pela quase totalidade da comunidade internacional, participaram 1.274.096 crimeanos, ou seja, uma participação de 83,1% dos eleitores aptos a votar.

Antes que de terminar a apuração, Malishev estimou que apenas pouco mais de 3% dos eleitores escolheram a segunda opção: uma ampla autonomia no seio da Ucrânia. Ele reconheceu que alguns eleitores mortos tinham sido incluídos no censo eleitoral, e culpou as autoridades de Kiev, que bloquearam os últimos dados de população, pela falha.

Malishev afirmou que o censo foi elaborado com dados de 2012, mas confessou que sua própria mãe, que morreu em 4 de março, também recebeu uma carta da comissão eleitoral após morta.

De acordo com os números de participação, além dos 60% de russos étnicos, a minoria ucraniana também votou e, segundo as autoridades, uma pequena porcentagem de tártaros, que foram convidados pelas lideranças étnicas a boicotar a consulta.

O parlamento crimeano aprovará hoje em sessão extraordinária os resultados do plebiscito e em seguida se dirigirá ao presidente russo, Vladimir Putin, para que aceite a república separatista ucraniana dentro da Federação Russa.

Putin defendeu ontem à noite a legitimidade do referendo separatista crimeano em um telefonema com o presidente americano, Barack Obama, que lembrou ao chefe do Kremlin que o Ocidente adotará sanções se a Crimeia realmente deixar a Ucrânia.

Os Estados Unidos e as chancelarias ocidentais condenaram ontem à noite a consulta, e anteciparam que não reconhecerão seus resultados, além de defender com veemência a integridade territorial da Ucrânia, que por sua vez tachou a votação de anticonstitucional.
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/crimeia-967-votaram-a-favor-da-reunificacao-com-a-russia,15d56996723c4410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Marcha serviu de estímulo a militares que deram o golpe

Resenha EB / Folha de São Paulo
16 Mar 2014

A primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada em São Paulo em 19 de março de 1964, foi um protesto contra o governo do presidente João Goulart (1961-1964) e serviu de estímulo para os militares que duas semanas depois deram o golpe que derrubou Jango.

A marcha foi uma espécie de resposta ao discurso de Jango no Comício da Central do Brasil, ocorrido seis dias antes, em que o presidente reafirmou seu compromisso com as esquerdas e as chamadas reformas de base.

Calcula-se que cerca de 200 mil pessoas tenham feito o trajeto da praça da República à praça da Sé carregando faixas contra o comunismo e o presidente. O golpe que depôs Jango logo depois abriu caminho para uma ditadura que durou 21 anos.

A manifestação contou com o patrocínio do Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), composto por elites empresariais favoráveis à abertura do país ao capital estrangeiro. O instituto contava com filiais em diversas capitais do país e foi responsável por forte esquema de propaganda que, no início da década de 60, divulgava os "perigos do comunismo".

A essa ideia se opunha um imaginário "ocidental e cristão" que encontrou grande adesão nas camadas médias urbanas, que se mobilizaram em diversas marchas que foram às ruas naquela época.

A historiadora Aline Presot, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudou, em sua dissertação de mestrado, as cerca de 70 passeatas desse gênero que aconteceram em dez Estados entre março e junho de 1964.

"Estamos falando tanto de grandes manifestações públicas nas principais capitais do país como de passeatas em pequenas cidades do interior, que podem ter partido da iniciativa de uma associação de comerciantes ou de uma paróquia", explica Presot.

Para a historiadora, isso indica que o fenômeno das marchas não pode ser considerado apenas efeito da propaganda anticomunista. Havia espontaneidade nos eventos.

Esses fatores não parecem tão fortes nas novas edições das marchas, avalia Presot. "Elas dificilmente poderão ser comparadas ao aparato de propaganda e organização com que contaram as manifestações anteriores ao golpe", justifica a historiadora.

"Mas isso não torna as Marchas da Família de 2014 menos significativas", diz Presot. "Elas nos revelam a faceta profundamente conservadora e autoritária da sociedade brasileira."
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Guerra do Brasil é na fronteira

Resenha EB / O Estado de S. Paulo / Roberto Godoy
16 Mar 2014

Para agências de análise estratégica, o inimigo regional é o crime organizado

Depois de dois dias de chuva fina e neblina, finalmente um sábado de sol, céu sem nuvens - os três aviões de ataque, Super Tucanos, decolaram quase simultaneamente da base em Boa Vista, capital de Roraima, dois deles levando duas bombas de 230 quilos. Monitorados eletronicamente desde Manaus, distante 700 quilômetros, os turboélices do Esquadrão Escorpião faziam um voo manso, ajustando as coordenadas do alvo, a 218 km: uma faixa de terra rasgada no meio da selva; 300 metros de extensão por 15 de largura que recebia, para pouso e decolagem, aviões de traficantes de armas e drogas. Os A-29 da FAB entraram na aproximação final a 1.200 metros e, no momento do lançamento, faziam um mergulho a 600 metros. As bombas atingiram a pista a 550 km por hora, abrindo crateras de 10 metros de diâmetro por 3,5 m de profundidade.

O terceiro Super Tucano do grupo registrou toda a operação - mas tinha outra missão, mais delicada, de escolta armada, com metralhadoras .50, durante o tempo de bombardeio. Havia a possibilidade de que os quadrilheiros, cada vez mais ousados, disparassem contra os aviões militares.

O plano de ação de guerra e o cuidado com a segurança são justificados. A inteligência das Forças Armadas localizou em junho de 2013 ao menos 60 pistas irregulares, sete delas próximo das linhas de fronteira com a Colômbia e o Peru. As gangues mantêm o tipo de facilidades na Bolívia. O procedimento segue um padrão: pasta de coca e outros produtos, os eletrônicos principalmente, são trocados por armas ou apenas vendidos nesses pontos. Parada rápida e nova decolagem na direção de conexões em países de vigilância frágil, como o Suriname, ao norte.

A principal ameaça à segurança e defesa dos países da América Latina e Caribe é o crime organizado de grande envergadura que envolve tráfico de drogas, contrabando de armas e de componentes eletrônicos, sequestro e a ação de piratas e dos traficantes de pessoas. Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Londres, o Brasil reage a essa situação. Mantém as Forças Armadas mobilizadas e atua nas fronteiras com emprego de tropas e equipamentos em condição de combate. Está preparando duas grandes blindagens tecnológicas: o Sisfron, que deve fechar as fronteiras, e o SisGAAZ, a rede que cobrirá o Atlântico na proporção de 4,5 milhões de km², equivalente ao território do oeste da Europa. Ambos os sistemas serão feitos em etapas ao longo de dez anos e vão exigir, conjuntamente, algo como R$ 20 bilhões.

Só nas sete Operações Ágata, realizadas de agosto de 2011 a junho de 2013, os efetivos empregados chegaram a 76 mil, inclusos aí os agentes civis. O resultado: cerca 12 toneladas de drogas apreendidas, duas pistas de pouso destruídas, armas e munições recolhidas em larga escala.

O inimigo, todavia, ganha poder. O Estado teve acesso a um documento do Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos que destaca: as corporações criminosas como os Zetas, os Cavaleiros Templários II e o Cartel de Jalisco Nova Geração - todos de origem no México, mas com ramificações comprovadas na América Central - estão adquirindo capacidades paramilitares.

Recebem bom treinamento de mercenários. Já seriam capazes de se organizar em pelotões de 20 a 60 homens, ou em companhias de até 250 ‘corazón hermanos', chefiados pelo equivalente a um capitão. Combinados com o grupo Mara Salvatrucha, de El Salvador, e o Comando Rojo, da Guatemala, responsáveis por, talvez, mais 900 outras gangues associadas, teriam um quadro estimado entre 70 mil e 200 mil militantes. "Eles avançam inexoravelmente rumo à América do Sul, olhando os grandes mercados, trabalhando como empresários, mas devastando tudo como gafanhotos", analisa o pesquisador Martin Rames, da Universidade Autônoma do México.

O professor Gunther Rudzit, especialista em segurança internacional e coordenador das Faculdades Rio Branco, concorda: "A visão é em parte correta, pois o poder desagregador e corruptivo do narcotráfico, por exemplo, é muito grande - há necessidade de combatê-lo como principal ameaça à segurança nacional". Gunther destaca o fato de "não haver duas coalizões, uma de governos contra o crime, e outra, das organizações marginais, se enfrentando".

É apenas questão de tempo, acredita o mexicano Rames: "O pior cenário contempla a ascensão intencional de um governo proscrito, em um Estado nacional vulnerável, facilitando atos ilícitos".

Piratas. O governo brasileiro considera pirataria os atos cometidos em alto mar ou fora da jurisdição de um país. Os assaltos e saques havidos na Amazônia e no litoral são tratados como crimes comuns.

Todavia, os "ratos d'água" preocupam o Comando da Marinha, que reconhece ocorrências em localidades como Comunidade do Perpétuo Socorro, em Manaus, Jesus Ressuscitado, no Careiro da Várzea, em São José do Amatari e Nossa Senhora da Conceição, em Itacoatiara; nos municípios de Santo Antonio do Içá e Coari, no Amazonas, além da região dos Estreitos e Gurupá, no Pará.

Navios, aviões, helicópteros, tropas especializadas e ações conjuntas de fiscalização participam de iniciativas de controle de área. A mais recente, em fevereiro, mobilizou 30 mil militares durante seis dias - fiscalizou 8.159 embarcações e apreendeu 239.
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São Francisco, nova fronteira da tecnologia

Resenha EB / O Globo / Flávia Barbosa - Enviada especial
16 Mar 2014

Cidade aproveita saturação do vale do silício, atrai empresas e recebe 40% dos novos investimentos

Palo Alto é a pedra fundamental do Vale do Silício. Desenvolvida em torno da Universidade de Stanford, fundada em 1891, é sede de Hewlett-Packard, Skype e Tesla. É também celeiro de Apple, Google, Facebook, Cisco, Sun Systems e outros ícones, que começaram a ser gestados nos bancos da principal faculdade pontocom do planeta e mantêm seus QGs nas cidades ao redor, num corredor que começa em San Jose e Cupertino, ao sul, e se estende até San Mateo, ao norte. Ou se estendia. Atraindo quase 40% do capital de risco que alimenta a indústria de tecnologia da região nos últimos três anos, São Francisco estreou no Vale. E já como protagonista.

- Queremos ser incontestáveis número 1 e transformar o Vale do Silício numa parte de São Francisco - provoca Jay Nath, diretor de inovação da prefeitura da cidade. - Brincadeiras à parte, esta é uma região pequena e interdependente, então trabalhamos em parceria. A competição é amigável.

Tecnologia não é tema novo em São Francisco. É terra de Twitter, Instagram, Yelp, OpenTable e do maior Cluster de biotecnologia dos EUA. Mas, com uma economia diversificada, onde sempre despontaram o turismo de lazer e negócios, a construção civil, o sistema financeiro e o setor de saúde, a cidade não respirava inovação como as irmãs da região da Baía de São Francisco. A crise de 2008 ajudou a reajustar o foco. E o próprio crescimento do Vale "original" acabou por expandir suas fronteiras ao norte.

de lazer e negócios, a construção civil, o sistema financeiro e o setor de saúde, a cidade não respirava inovação como as irmãs da região da Baía de São Francisco. A crise de 2008 ajudou a reajustar o foco. E o próprio crescimento do Vale "original" acabou por expandir suas fronteiras ao norte.

Depois da primeira onda pontocom, Palo Alto e adjacências ficaram caras - especialmente em termos de aluguel de espaços - e as start-ups começaram a procurar alternativas fora do Vale. A opção foi facilitada pela tendência aos escritórios compartilhados na fase inicial dos projetos e pelo próprio avanço tecnológico, uma vez que as empresas podem armazenar seus dados em nuvens, dispensando grandes instalações para centro de gerenciamento de informações.

- Era mais barato ficar na cidade e muito mais produtivo para quem, como nós, está focado no consumidor. Na atual era da internet, o importante para criar um negócio bem-sucedido é a capacidade de montar um bom time e não o lastro acadêmico como no período de 1960 a 1990, quando Stanford foi o centro gravitacional do Vale do Silício - afirma Jeremy Stoppelman, pioneiro na escolha de São Francisco, há 9 anos, como sede do Yelp, guia on-line de serviços, atrações e produtos por ele fundado, que cobre 110 cidades do mundo.

MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA

Este movimento criou um ambiente vibrante, com 1.826 empresas, troca de experiências e estabelecimento de uma rede própria de contatos, e aumentou a atratividade de São Francisco. Especialmente para a nova geração de empreendedores, que vem de outras cidades americanas e países e prefere trabalhar em um lugar cosmopolita, com diversificada oferta cultural e de lazer, ampla comunidade de imigrantes e tradição de negócios com o exterior.

São Francisco também sempre foi o principal fornecedor de mão de obra para o Vale do Silício, obrigando os trabalhadores ao deslocamento diário, de carro e em ônibus fretados. O trânsito ficou impossível, com jornadas que podem durar uma hora. O custo das empresas subiu e a retenção de talentos no corredor entre San Jose e San Mateo ficou mais difícil.

A solução tem sido abrir filiais de porte em São Francisco, caminho anunciado recentemente por empresas do quilate de Yahoo, Google, Spotify, eBay e Visa. Quem está chegando à Califórnia agora para produzir tecnologia e investir em inovação, conhecendo esta realidade, já opta pela cidade.

- São Francisco é uma opção óbvia. Queríamos estar na cidade, não no interior. Há talento de sobra aqui, especialmente com menos de 30 anos, então é mais fácil montar uma boa equipe de pessoas com a cabeça fresca, sem roteiro pré-estabelecido. E a economia é gigante, as melhores empresas estão aqui, o que abre o leque de parceiros e clientes - diz Michael Buckwald, que deixou a Costa Leste há três anos para se aventurar no Vale com a start-up LeapMotion.

Nesta onda, a oferta de empregos na indústria de alta tecnologia cresceu 61% em quatro anos, num total de 35 mil vagas. O mercado de trabalho de São Francisco é o que mais se expande nos EUA e os salários, estagnados no resto do país, tiveram aumento de 5% no biênio 2011-2012.

Vale com a start-up LeapMotion.

Nesta onda, a oferta de empregos na indústria de alta tecnologia cresceu 61% em quatro anos, num total de 35 mil vagas. O mercado de trabalho de São Francisco é o que mais se expande nos EUA e os salários, estagnados no resto do país, tiveram aumento de 5% no biênio 2011-2012.

Só em 2012, 557 mil metros quadrados de escritórios foram alugados para companhias de tecnologia. Mission Bay - lar de 130 companhias e laboratórios de biotecnologia - e SoMa são os bairros que concentram o universo high tech.

A prefeitura de São Francisco opera ativamente para consolidar o status da cidade. Nos últimos quatro anos, concedeu incentivos fiscais (incluindo sobre a folha de pagamento) para atrair e manter as sedes de empresas de alta tecnologia. Também usou o corte de impostos para incentivar setores nos quais tem vantagem comparativa, como, por exemplo, na energia limpa - é a capital americana de sustentabilidade, com mais de 40 firmas só de energia solar.
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Comissão de investigação arquivou denúncias contra amigos do regime, mas devassou contas de opositores

Resenha EB / O Globo / Guilherme Amado
16 Mar 2014

Inquéritos seletivos

O sistema de repressão da ditadura protegeu aliados e perseguiu oposicionistas, com processos sumários que atropelavam qualquer garantia jurídica, ao sabor das conveniências políticas e da necessidade de legitimar o discurso moralizador do regime. Documentos obtidos pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que a Comissão Geral de Investigações (CGI) - órgão criado em 1968 com o objetivo de investigar políticos e servidores suspeitos de corrupção - arquivou sem apurar denúncias contra os governos de Antonio Carlos Magalhães, na Bahia, e do hoje senador José Sarney (PMDB-AP), no Maranhão.

Na direção contrária, a mesma CGI devassou a vida do governador Leonel Brizola em busca de indícios de enriquecimento ilícito, repetindo o processo pelo qual tentava provar o envolvimento do presidente João Goulart em irregularidades. A engrenagem montada pelos militares para reprimir atos de corrupção emperrava quando esbarrava em políticos amigos.

A face mais conhecida da CGI foi o seu uso político para investigar João Goulart e Leonel Brizola, exilados no Uruguai desde 1964. Até maio de 2012, quando entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação, os arquivos da comissão eram mantidos secretos, devido à necessidade de autorização de cada indivíduo citado nos processos para que os documentos fossem pesquisados.

Com o fim da exigência, historiadores têm se debruçado sobre os detalhes dos inquéritos contra políticos de oposição à ditadura, como os ex-presidentes Jango e Juscelino Kubitschek e os então deputados Ulysses Guimarães (MDB-SP) e Tancredo Neves (MDB-MG).

Mas a comissão também recebeu uma série de denúncias contra políticos aliados dos militares, conforme mostram os documentos pesquisados pelo GLOBO. Segundo o historiador Carlos Fico (UFRJ), a ingerência política nas investigações ocorria por parte do Executivo. O Sistema CGI era controlado a partir de sua sede, no Rio, mas contava com subcomissões em cada estado. O dia a dia ficava sob responsabilidade do vice-presidente, mas a presidência da comissão cabia ao ministro da Justiça.

- Quando os militares descobriam casos de corrupção de gente que apoiava o governo, o ministro da Justiça ou algum de seus assessores costumava intervir para que o processo cessasse. Muitas acusações feitas contra prefeitos do interior eram interrompidas porque eles apoiavam o regime - explica Carlos Fico.

O historiador lembra que, no começo da abertura política, em 1979, houve uma nova intervenção do Ministério da Justiça, mas desta vez a favor de um político de oposição. Uma denúncia contra o então ex-prefeito de Campinas Orestes Quércia (MDB) foi arquivada por ordem do ministro Armando Falcão, para que não parecesse um gesto contra a abertura.

A comissão montava processos de investigação sumária, sempre secretos, que poderiam resultar em decretos de confisco de bens supostamente comprados com dinheiro de origem ilícita. No entanto, poucos processos resultavam em confisco, já que as investigações muitas vezes continham erros grosseiros ou eram alvo de contestações judiciais devido ao atropelo legal.

Atuando como um tribunal de exceção, ao investigar e julgar casos que ocorreram antes de sua criação, a CGI baseava-se na legislação vigente para passar por cima de todos os direitos individuais. Sem a determinação de um juiz, quebrava-se o sigilo de qualquer pessoa por meio de um simples ofício ao Banco Central. Mensalmente, a Receita Federal repassava aos investigadores centenas de declarações de renda solicitadas. Ao contrário do que ocorre hoje, o ônus da prova cabia ao alvo da investigação e não ao acusador.

De acordo com Fico, a CGI foi criada por um grupo de militares que acreditava em outra forma de repressão, de dimensão pedagógica.

- Eles tinham a crença que os problemas nacionais seriam resolvidos com a aplicação de medidas corretivas. Nesse pacote, estava a censura aos costumes, por exemplo, e a propaganda de campanhas como a do Sujismundo, a do "povo desenvolvido é povo limpo".

Seguindo essa lógica, os militares propunham o que chamavam de "ações catalíticas". Em determinadas apurações, mesmo que não se chegasse a nenhuma prova, acreditava-se que a mera convocação de um servidor suspeito para depor poderia ter o efeito positivo de prevenir eventuais atos de corrupção, ou servir de exemplo dentro das repartições.

A exemplo da repressão policial, a paranoia também predominava nos inquéritos da CGI. A maioria das denúncias era remetida por pessoas ou políticos alinhados com a ditadura. Os denunciantes muitas vezes misturavam suspeitas de corrupção a acusações de natureza ideológica e até a picuinhas políticas. Historiadores dizem que os casos apurados pela CGI não merecem ser considerados verdades estabelecidas, seja pelo desrespeito jurídico, seja pelo clima de paranoia reinante.
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O corpo que 'saiu' para o oceano

Resenha EB / O Globo / Chico Otavio
16 Mar 2014

50 ANOS DO GOLPE

Coronel reformado conta que restos mortais de Rubens Paiva foram desenterrados e jogados ao mar

Ao baixar à Seção de Operações do Centro de Informações do Exército (CIE), no Rio, a missão foi entregue a um dos capitães mais experientes do serviço. Acostumado, como ele diz, a "consertar cagadas" de militares de outros órgãos da repressão, este oficial acatou a ordem, emanada do "gabinete do ministro" em 1973, de dar um fim definitivo a um corpo enterrado dois anos antes nas areias do Recreio dos Bandeirantes.

- Pelo estado do corpo, não posso dizer de quem era, nem cabia a mim identificá-lo. Mas o nome que ouvi foi o de Rubens Paiva - recorda-se.

No momento em que o grupo Justiça de Transição, do Ministério Público Federal, se prepara para denunciar os agentes do regime envolvidos na morte de Paiva, ocorrida entre os dias 20 e 22 de janeiro de 1971, a revelação do oficial, hoje um coronel reformado, de 76 anos, afasta as dúvidas que restavam acerca do destino do ex-deputado.

- Ele saiu para o mar - garante.

O coronel, que participou de praticamente todas as missões importantes do CIE na chamada "guerra suja", período mais sangrento do regime militar, entre 1969 e 1974, concordou em falar sob o compromisso do anonimato. Ele disse que montou uma equipe de 15 homens, disfarçados de turistas, e passou 15 dias abrindo buracos na praia - as escavações eram feitas dentro de uma barraca - até encontrar o corpo ensacado:

O coronel, que participou de praticamente todas as missões importantes do CIE na chamada "guerra suja", período mais sangrento do regime militar, entre 1969 e 1974, concordou em falar sob o compromisso do anonimato. Ele disse que montou uma equipe de 15 homens, disfarçados de turistas, e passou 15 dias abrindo buracos na praia - as escavações eram feitas dentro de uma barraca - até encontrar o corpo ensacado:

- De lá, ele (o corpo) seguiu de caminhão até o Iate Clube do Rio, foi embarcado numa lancha e lançado no mar. Estudamos o movimento das correntes marinhas e sabíamos o momento certo em que ela ia para o oceano.

A princípio, o procedimento instaurado em 2012 pelo MPF caminha para denunciar quatro militares: os oficiais reformados José Antônio Nogueira Belham - que comandava o Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI-I), na Rua Barão de Mesquita (Tijuca), onde Paiva morreu sob torturas - e Raimundo Ronaldo Campos, que admitiu ter montado uma farsa para forjar a fuga do ex-deputado, além dos irmãos e ex-sargentos Jacy e Jurandyr Ochsendorf, também envolvidos na fraude. Porém, as revelações do coronel levam o CIE para a cena do crime e podem ampliar as investigações.

Os procuradores da República ouviram 24 pessoas, colhendo mais de 30 horas de depoimentos. Um dos mais importantes foi prestado pelo coronel da reserva Armando Avólio Filho, que na época servia no Pelotão de Investigações Criminais da Polícia do Exército (PIC-PE). Ele contou que viu, por uma porta aberta, o ex-deputado sendo torturado pelo então tenente Antônio Carlos Hughes de Carvalho e levou o fato ao comandante do DOI-I, o então major Belham, no dia 21 de janeiro de 1971.

Um depoimento escrito, deixado pelo coronel Ronaldo José Baptista de Leão, ex-chefe do PIC morto no ano passado, confirmou a versão de Avólio. Já o coronel da reserva da PM Riscala Corbage, ex-interrogador do DOI-I, fez um relato inédito e detalhado sobre a tortura no DOI, incluindo-se entre os carrascos da unidade.

Reforçam a denúncia os papéis encontrados na casa do coronel Júlio Molinas Dias, assassinado em 2012, com a comprovação de que o ex-deputado foi levado de fato para o DOI-I, e a confissão do coronel da reserva Raimundo Ronaldo sobre a farsa do tiroteio no Alto da Boa Vista.

Belham alegou que estava de férias no período da prisão e do desaparecimento de Paiva, sendo substituído pelo subcomandante, major Francisco Demiurgo Santos Cardoso, o mesmo que teria dado a ordem para a farsa no Alto da Boa Vista. Porém, os próprios documentos que ele apresentou no MPF o incriminam, pois revelam que as férias foram suspensas em 21 de janeiro, um dia após a prisão de Paiva, para o cumprimento de missão especial com o pagamento de diárias. Ele afirmou que a anotação teria sido equívoco do Exército.

Em coletiva sobre o caso, há duas semanas, o professor Pedro Dallari, da Comissão Nacional da Verdade, disse que a única pergunta sobre Rubens Paiva ainda não respondida era o destino dado ao corpo. Em 1987, denúncias anônimas levaram a polícia fluminense a escavar na Praia do Recreio dos Bandeirantes. Em 1999, as retroescavadeiras esburacaram uma área em frente ao Corpo de Bombeiros no Alto da Boa Vista, à beira da Avenida Edson Passos, com o mesmo objetivo.

- As pistas estavam corretas. O corpo realmente passou por estes lugares, onde já não estava na época das buscas - garante o coronel reformado.

O oficial disse que o corpo foi enterrado e desenterrado pelos próprios agentes do DOI no Alto da Boa Vista. Eles o retiraram dali, segundo o militar, por temer que uma obra na Avenida Edson Passou acabasse por descobrir o local, muito próximo à pista. O novo esconderijo também não serviu. Em 1973, banhistas descobriram pelo menos duas ossadas no local, provável ponto de desova de grupos de extermínio. Além disso, o coronel ex-CIE contou que havia risco de vazamento interno. Os comandantes desconfiavam principalmente de Ronald Leão, que espalhara pelo quartel a disposição de abrir a boca.

- Cheguei a ventilar a possibilidade de eliminá-lo, mas a ideia foi abandonada - contou.

O oficial disse que gostava de "montar teatrinhos", razão pela qual não teve dificuldade de escavar durante 15 dias sem que os frequentadores do local desconfiassem. Não havia, garante, qualquer coordenada precisa sobre a localização do corpo, mas apenas pontos de referência.

- Normalmente, nós levávamos prostitutas junto com os agentes, para disfarçar. Elas eram presas e, depois, cantadas para nos ajudar por dinheiro. Mas, no Recreio, não as levamos. Selecionei 15 agentes, todos subalternos. De graduado, era só eu. A gente se fez passar por turistas. Tomávamos banho de mar, sol, como banhistas comuns.

Para a operação, foram usadas duas barracas civis. Uma destinada às escavações e outra, à logística. As refeições eram fornecidas pelo CIE. Ele citou pelo nome de guerra pelo menos três sargentos que teriam participado: Cabral, seu braço-direito, cujo nome completo não forneceu, Canaan e Iracy. Documentos do projeto Brasil Nunca Mais Digital identificam o sargento Clodoaldo Paes Cabral, já falecido, como um dos agentes do CIE na época. Também aparecem os nomes dos sargentos Jairo de Canaan Cony (também já falecido) e Iracy Pedro Interaminense Corrêa, que negou o envolvimento no caso:

- Fui do CIE, mas nunca tive uma função específica. Só cumpria ordens e nunca estive no Recreio com este objetivo.

Quando as buscas terminavam em determinado ponto, as abas da barraca eram erguidas. O coronel garantiu que o estado do corpo, "um amontoado de ossos e poucos pedaços de carne", impedia uma identificação.

O militar disse que acompanhou o corpo até o momento do embarque na lancha, mas preferiu ficar esperando no cais, bebendo um drink, o fim da operação. Ao ter a certeza de que cumprira a ordem, seguiu para o Palácio Duque de Caxias, então sede do 1º Exército, para comunicar o sucesso da missão:

- Subi ao 23º andar e dei a notícia pessoalmente ao general Coelho Neto, subchefe do CIE. Podiam escavar e dragar o país inteiro que não iriam achá-lo.
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